Não, não são as redes sociais que estão a causar danos aos jovens e que têm de mudar.
São os jovens que estão a usá-las de forma deletéria para a sua saúde mental.
As redes sociais não têm de fazer um caralho para apaparicar a incapacidade destes *jovens* de controlar os próprios impulsos.
Se não as sabem usar, proíbam-se a si mesmos de as usar e amadureçam antes de voltar. Não venham pedir aos magnatas que assumam a figura de paizinhos, pois isso é só estupidez própria (vossa) e vergonha alheira (minha).
Sim, escrevi alheira. Já agora, comam uma alheira, que vos faz tão bem enchidos da beira.
Não me admiram estes números.
Daí, preparem-se. Este vicio a médio prazo vai trazer grandes transformações sociais, que já hoje, apesar da ainda pouca idade das tais redes, se notam. Serão boas / más, mais ou menos?? Logo se verá mas eu não estou muito otimista.
Acho que muitos ainda vão se lembrar, com saudade, do velho vicio do cigarrinho, hoje tão demonizado.
O problema não é a utilização lúdica, contida, das redes sociais. Os dois problemas fundamentais são:
– Do ponto de vista individual, as pessoas passaram a preocupar-se com a versão curada das suas vidas que fica disponível online. Quantas pessoas não vemos hoje que são incapazes de desfrutar de um momento íntimo em família ou de um espectáculo (ou até de ajudarem numa situação de emergência) porque a sua principal preocupação é gravar o acontecimento para as redes sociais?
– Do ponto de vista social, os algoritmos mais agressivos, das redes sociais mais viciantes, afastam as pessoas e enfraquecem elos sociais e agravam as desigualdades. Enquanto as massas estão a ser imbecilizadas com shots de pós-verdade e cultos de personalidade, as elites protegem os seus filhos destas drogas. Existem já vários casos de colégios de elite onde a utilização do telemóvel é praticamente proibida e onde pais, educadores e até alunos reconhecem isso como um fator diferenciador na sua educação.
Acho que é uma coisa nova e então ainda não podemos tirar grandes conclusões, mas não espero nada de bom deste uso constante dos telemóveis por putos cada vez mais novos.
E sim, acho que a culpa é dos pais. Na minha opinião, deviam ser mais pacientes e comunicar com os putos os prós e contras, como quase em tudo na vida. Dosear o tempo exposto à internet. Fazê-los perceber que há outras coisas.
Wow, há 14% de indivíduos normais?
o Reddit também conta… oof
Um “vício” não é uma coisa muito concreta e específica? Este é um estudo em que os jovens autoreportam terem um “vício” mas isso parece-me um bocado palerma… É esperar que adolescentes consigam autodiagnosticar uma doença mental.
Em qualquer dos casos as redes sociais são um problema gravíssimo hoje em dia e não parece ninguém interessado em levar isso muito a sério…
Quando a vida real está a tragédia que está só mesmo a virtual é que se safa e serve como refúgio.
Um claro sintoma de uma sociedade doente, onde os pais trabalham de sol a sol para pagar contas, os filhos são educados por gente estranha e distante, que nem os conhece e a saúde mental de todos está bastante debilitada.
Não são só os jovens que estão viciados, há imensos adultos que têm uma mente de criança e não sabem gerir responsabilidades, pressão ou problemas reais. Há imensos adultos que se refugiam nas redes sociais para que a sua voz racista, xenófoba, intolerante e cheia de ódio seja ouvida. Não têm compaixão, empatia pelo próximo ou sentido de justiça, só olham para o seu umbigo.
E há o refúgio da saúde mental, que a mim pessoalmente me revolta ver pessoas que não querem assumir as consequências dos seus actos e depois usam a saúde mental como desculpa para o que fazem, sendo isso um estalo na cara de quem realmente sofre de problemas reais.
Há uma infantilidade muito grande nos jovens adultos e adultos e não sei onde vamos parar como sociedade no geral, onde as pessoas se refugiam em vez de enfrentar e ultrapassar os seus problemas, falhas de carácter e inseguranças.
Temos tanta, mas tanta informação e tantas, mas tantas pessoas que vivem as suas vidas sem compromisso, sem querer contribuir para o bem comum e que estão totalmente fartas de tudo e de todos. E nem sequer falo dos portugueses, isto é mesmo um problema muito ocidental; curiosamente não vejo tanto isso no sul da Ásia, eles têm muitos problemas mas agem de forma diferente aos desafios que enfrentamos.
Desculpem pelo desabafo, mas acho que é o vazio na vida das pessoas que lhes leva a um nível de refúgio e desespero que em vez de se traduzir em busca do próximo, está a levar na direção oposta.
As estatísticas de tempo agarrado ao ecrã, a maioria dos telemóveis tem essa função eu acho, iriam assustar muita gente que diz não ser viciada.
É demais sair para qualquer sítio e ver mesas onde estão todos ao telemóvel em vez de falarem uns com os outros.
12 comments
Não, não são as redes sociais que estão a causar danos aos jovens e que têm de mudar.
São os jovens que estão a usá-las de forma deletéria para a sua saúde mental.
As redes sociais não têm de fazer um caralho para apaparicar a incapacidade destes *jovens* de controlar os próprios impulsos.
Se não as sabem usar, proíbam-se a si mesmos de as usar e amadureçam antes de voltar. Não venham pedir aos magnatas que assumam a figura de paizinhos, pois isso é só estupidez própria (vossa) e vergonha alheira (minha).
Sim, escrevi alheira. Já agora, comam uma alheira, que vos faz tão bem enchidos da beira.
Não me admiram estes números.
Daí, preparem-se. Este vicio a médio prazo vai trazer grandes transformações sociais, que já hoje, apesar da ainda pouca idade das tais redes, se notam. Serão boas / más, mais ou menos?? Logo se verá mas eu não estou muito otimista.
Acho que muitos ainda vão se lembrar, com saudade, do velho vicio do cigarrinho, hoje tão demonizado.
O problema não é a utilização lúdica, contida, das redes sociais. Os dois problemas fundamentais são:
– Do ponto de vista individual, as pessoas passaram a preocupar-se com a versão curada das suas vidas que fica disponível online. Quantas pessoas não vemos hoje que são incapazes de desfrutar de um momento íntimo em família ou de um espectáculo (ou até de ajudarem numa situação de emergência) porque a sua principal preocupação é gravar o acontecimento para as redes sociais?
– Do ponto de vista social, os algoritmos mais agressivos, das redes sociais mais viciantes, afastam as pessoas e enfraquecem elos sociais e agravam as desigualdades. Enquanto as massas estão a ser imbecilizadas com shots de pós-verdade e cultos de personalidade, as elites protegem os seus filhos destas drogas. Existem já vários casos de colégios de elite onde a utilização do telemóvel é praticamente proibida e onde pais, educadores e até alunos reconhecem isso como um fator diferenciador na sua educação.
Acho que é uma coisa nova e então ainda não podemos tirar grandes conclusões, mas não espero nada de bom deste uso constante dos telemóveis por putos cada vez mais novos.
E sim, acho que a culpa é dos pais. Na minha opinião, deviam ser mais pacientes e comunicar com os putos os prós e contras, como quase em tudo na vida. Dosear o tempo exposto à internet. Fazê-los perceber que há outras coisas.
Wow, há 14% de indivíduos normais?
o Reddit também conta… oof
Um “vício” não é uma coisa muito concreta e específica? Este é um estudo em que os jovens autoreportam terem um “vício” mas isso parece-me um bocado palerma… É esperar que adolescentes consigam autodiagnosticar uma doença mental.
Em qualquer dos casos as redes sociais são um problema gravíssimo hoje em dia e não parece ninguém interessado em levar isso muito a sério…
Quando a vida real está a tragédia que está só mesmo a virtual é que se safa e serve como refúgio.
Um claro sintoma de uma sociedade doente, onde os pais trabalham de sol a sol para pagar contas, os filhos são educados por gente estranha e distante, que nem os conhece e a saúde mental de todos está bastante debilitada.
Não são só os jovens que estão viciados, há imensos adultos que têm uma mente de criança e não sabem gerir responsabilidades, pressão ou problemas reais. Há imensos adultos que se refugiam nas redes sociais para que a sua voz racista, xenófoba, intolerante e cheia de ódio seja ouvida. Não têm compaixão, empatia pelo próximo ou sentido de justiça, só olham para o seu umbigo.
E há o refúgio da saúde mental, que a mim pessoalmente me revolta ver pessoas que não querem assumir as consequências dos seus actos e depois usam a saúde mental como desculpa para o que fazem, sendo isso um estalo na cara de quem realmente sofre de problemas reais.
Há uma infantilidade muito grande nos jovens adultos e adultos e não sei onde vamos parar como sociedade no geral, onde as pessoas se refugiam em vez de enfrentar e ultrapassar os seus problemas, falhas de carácter e inseguranças.
Temos tanta, mas tanta informação e tantas, mas tantas pessoas que vivem as suas vidas sem compromisso, sem querer contribuir para o bem comum e que estão totalmente fartas de tudo e de todos. E nem sequer falo dos portugueses, isto é mesmo um problema muito ocidental; curiosamente não vejo tanto isso no sul da Ásia, eles têm muitos problemas mas agem de forma diferente aos desafios que enfrentamos.
Desculpem pelo desabafo, mas acho que é o vazio na vida das pessoas que lhes leva a um nível de refúgio e desespero que em vez de se traduzir em busca do próximo, está a levar na direção oposta.
As estatísticas de tempo agarrado ao ecrã, a maioria dos telemóveis tem essa função eu acho, iriam assustar muita gente que diz não ser viciada.
É demais sair para qualquer sítio e ver mesas onde estão todos ao telemóvel em vez de falarem uns com os outros.
nas redes sociais e no benfica…
Oh drama oh horror a tragédia!