Marchas de Lisboa: o desafio cada vez maior de manter viva a tradição sem moradores

22 comments
  1. Podem fazer como nas vindimas, vender como experiencia aos turistas.

    “Participe na Marcha 50 euros por pessoa (40 euros por pessoa grupos de 10)”

  2. Espero que as marchas se extingam: não porque não goste da tradição, mas para que se sinta o flagelo das políticas públicas da habitação na cidade de Lisboa.

  3. Também, para que querem esses moradores, cambada de oportunistas sempre a choramingar por melhores condições para a terra onde viveram toda a vida, estamos tão melhor com os delicados e maravilhosos emigrantes que tão bem nos querem

  4. São como as lojas na Baixa, é preciso modernizar e adaptar aos tempos.

    Tirar exemplos do Mundial no Qatar, e meter 20 grupos diferentes de indianos com vestimentas diferentes a fazer umas danças de Bollywood. Como bónus, pode haver uma freguesia só para influencers brasileiros a fazer uma coreografia de Tiktok a mostrar o que conseguem comprar no supermercado com 10 euros, uma freguesia para malta de IT americanos a fazer coreografias no portátil, uma freguesia com entrepreneurs de pais ricos a fingir que estão a fazer chamadas no telemóvel.

    Por mim era isto, talvez não renda é tanto na televisão. Mas não é isso que conta em Lisboa.

  5. Poderia ser um óptimo momento de protestos para as medidas de.habitação. marchas de protesto durante 2h com transmissão em directo e com o moedas a passar vergonha na cara.

  6. Basta verem o meu histórico de posts para verem que eu tenho atacado as políticas deste governo de turismo e atração de “expats” endinheirados/nómadas digitais. A questão da habitação é um assunto que me diz bastante e sou completamente contra estas políticas que levam à gentrificação das cidades e tanto prejudicam os portugueses.

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    Dito isto, sempre achei estas marchas uma completa parolice e não consigo deixar de sentir alguma vergonha alheia sempre que vejo aquilo na televisão, pelo que pela parte que me toca, até nem se perde grande coisa.

  7. Sinceramente deviam era deixar de participar de vez. Era mais um sinal para quem ainda está em negação para o que está a acontecer.

    São pessoas que depois de terem sido corridas dos seus bairros ainda vão voluntariamente gastar tempo e dinheiro para um evento que cada vez mais é só para turistas….

  8. Então mas… afinal o AL não tirou ninguém das suas casas, até reabilitou as cidades Portuguesas… então mas… os imigrantes não são o problema, estamos cheios de Portugueses em Portugal… cá para mim são é preguiçosos, tal como não querem trabalhar também não querem participar nas marchas, cambada pah… /s

  9. Daqui a 100 anos Portugal ja nao existe. As marchas, as tradiçoes, o sangue puro… viva a globalizaçao.

  10. O horror… a tragédia….

    No final, as festas estão a ser exatamente como são todos os anos

  11. Bem, não há volta a dar neste caso, é preciso reformular as marchas e decidir o que fazer, ou cada marcha continua ligada a um bairro ou área e mudam para serem sítios habitados com pessoas suficientes para participarem, ou as marchas passam a recrutar de vários locais e cada uma tem um nome e marca que não está ligado a um bairro específico.

    De qualquer maneira, não vale a pena andar a fingir e fazer teatro, há áreas que se tornaram parques temáticos para turistas.

  12. Epah, não tenho especial interesse nas Marchas Populares, sou de Lisboa, mas nunca me puxou.esse sentido intimista e especial que estas pessoas, com sacrifício pessoal, e gosto que dotam estas Festas.

    Acredito que a Tradição não se perca, embora a cada vez mais falta de pessoas autóctones destes bairros que sentem na alma e no o coração, seja uma verdade.

    Apesar do que possamos pensar, somente o tempo e a ação das pessoas, pode ditar a continuidade ou o término destas Festas Populares.

    Seria aprazível e de bom senso que as Festas Populares fossem para todos. Para quem vem de fora e quer ter essa experiência e para quem cá está todo o Ano e merece desfrutar do que é seu, do que é a sua cultura.

  13. Se não há moradores, não se fazem marchas. Ou a marcha é um fim em si mesmo? Olha que caralho.

  14. Adorava ver como protesto 3 ou 4 pessoas a fazer a marcha por cada bairro de lisboa, se fossem perguntar o pq, podiam dizer que eram os únicos que ainda moravam no bairro correspondente

  15. Lisboa está-se a tornar numa verdadeira capital europeia, caracterizada pela multiculturalidade, integração e diversidade.

    Também caracterizada por não ter absolutamente nada de único e interessante a nível humano. Tem os edifícios e a História a eles associada, que é difícil de remover. Mas o mais importante- as pessoas e as suas tradições- vão-se apagando. Tal como outras capitais europeias.

    U gajo vai a Paris, Berlim, Luxemburgo, Bruxelas, Londres e à parte do cenário ser diferente, o ambiente é relativamente igual. Pelo menos, é esta a minha impressão. Preciso de visitar mais capitais para ver se isto se confirma.

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