Vão aguentando enquanto há poupanças. No caso das rendas, provavelmente são situações excepcionais onde alguém ficou desempregado. Mas não tarda muito para teres essa taxa de esforço para quem está a pagar um empréstimo mesmo com emprego pleno.
Pode uma das pessoas ter ficado desempregada por exemplo
Poupanças ou economia paralela.
Poupanças, ou o pai paga, ou recebe metade do ordenado em ajudas de custo.
Está bonito está.
O marido vai arrumar carros, a mulher vai vender o corpo e pronto lá se aguentam
Na última empresa em que trabalhei, o meu ordenado base era 777€ líquidos, enquanto que o real era 1039€. A empresa pagava a diferença como gasóleo para deslocações (eu nem sequer tenho carro).
O estado só conta o base. As empresas fazem isso para pagar menos impostos. É uma merda para os trabalhadores porque a) eles podem tirar a ajuda de custo se quiserem e b) para crédito habitação também só conta o base (ou qualquer crédito).
Depois tb tens situações de desemprego temporário, poupanças, heranças, prémios de jogo, ajuda de familiares, fazer uns biscates sem fatura… O pessoal vai fazendo como pode
Simples.oa rendimentos são do ano anterior mas a renda do ano atual. No ano anterior podes ter recebido menos rendimentos que o valor que pagas de renda atual. A taxa de esforço é então superior a 100%.
Suponho que é acima do máximo teórico. Penso que seja essa a intenção.
Aprovam crédito com taxas de esforço de 30% e uma Euribor a rondar os 0% a um casal por exemplo, um dos membros deixa de trabalhar e a prestação do crédito habitação duplica (cenário de quem comprou casa na pandemia e tem mais de 35 anos por pagar). De repente 30% passa para mais de 100%. Muitas pessoas assinam o Crédito Habitação sem ler o que lá está. O Banco de Portugal obriga o contrato a mencionar o cenário onde a taxa sobe para o máximo histórico nos últimos 30 ou 40 anos (não tenho a certeza do período) e muitos não vão ler porque querem é ter casa em vez de arrendar.
Economia paralela em Portugal resolve isso facilmente 🙂
A subida das taxas de juro fez subir as rendas, se os salários não subirem também…
E quem vive sozinho e com muito esforço paga e que se foda…este país está bonito.
Desemprego.
Ganham por fora e ainda vão receber ajudas. Está bonito este país.
Pode ser por muitos motivos. Já vi alguns em casos de divórcios e mais por doenças prolongadas de um dos membros do casal que acaba por falecer. É fácil dizer que é economia paralela (e deve haver muito caso que é verdade), mas a verdade é que a vida dá muitas cambalhotas e podem ser muitas razões.
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Vão aguentando enquanto há poupanças. No caso das rendas, provavelmente são situações excepcionais onde alguém ficou desempregado. Mas não tarda muito para teres essa taxa de esforço para quem está a pagar um empréstimo mesmo com emprego pleno.
Pode uma das pessoas ter ficado desempregada por exemplo
Poupanças ou economia paralela.
Poupanças, ou o pai paga, ou recebe metade do ordenado em ajudas de custo.
Está bonito está.
O marido vai arrumar carros, a mulher vai vender o corpo e pronto lá se aguentam
Na última empresa em que trabalhei, o meu ordenado base era 777€ líquidos, enquanto que o real era 1039€. A empresa pagava a diferença como gasóleo para deslocações (eu nem sequer tenho carro).
O estado só conta o base. As empresas fazem isso para pagar menos impostos. É uma merda para os trabalhadores porque a) eles podem tirar a ajuda de custo se quiserem e b) para crédito habitação também só conta o base (ou qualquer crédito).
Depois tb tens situações de desemprego temporário, poupanças, heranças, prémios de jogo, ajuda de familiares, fazer uns biscates sem fatura… O pessoal vai fazendo como pode
Simples.oa rendimentos são do ano anterior mas a renda do ano atual. No ano anterior podes ter recebido menos rendimentos que o valor que pagas de renda atual. A taxa de esforço é então superior a 100%.
Suponho que é acima do máximo teórico. Penso que seja essa a intenção.
[Assim](https://redd.it/14f4jb2)
Aprovam crédito com taxas de esforço de 30% e uma Euribor a rondar os 0% a um casal por exemplo, um dos membros deixa de trabalhar e a prestação do crédito habitação duplica (cenário de quem comprou casa na pandemia e tem mais de 35 anos por pagar). De repente 30% passa para mais de 100%. Muitas pessoas assinam o Crédito Habitação sem ler o que lá está. O Banco de Portugal obriga o contrato a mencionar o cenário onde a taxa sobe para o máximo histórico nos últimos 30 ou 40 anos (não tenho a certeza do período) e muitos não vão ler porque querem é ter casa em vez de arrendar.
Economia paralela em Portugal resolve isso facilmente 🙂
A subida das taxas de juro fez subir as rendas, se os salários não subirem também…
E quem vive sozinho e com muito esforço paga e que se foda…este país está bonito.
Desemprego.
Ganham por fora e ainda vão receber ajudas. Está bonito este país.
Pode ser por muitos motivos. Já vi alguns em casos de divórcios e mais por doenças prolongadas de um dos membros do casal que acaba por falecer. É fácil dizer que é economia paralela (e deve haver muito caso que é verdade), mas a verdade é que a vida dá muitas cambalhotas e podem ser muitas razões.