Encontrei esta informação, e acho interessante perante uma Greve que quem está interessado conhecer as motivações da mesma.
Em resumo, o governo cuspiu mesmo na cara dos médicos, e pior, no SNS. Os médicos pediam melhores condições salariais e de trabalho, e a proposta apresentada é pior do que aquilo que existe agora. Alguns tópicos de interesse:
1) Horas extra potencialmente obrigatórias passam a um limite de 350h anuais, sem descanso compensatório. Ou seja o médico trabalha no serviço na 2a dia, está de urgência na 2a noite, e se tiver horário na terça vai trabalhar. Quem quer ser tratado por alguém assim?
2) No novo regime se precisarem de um médico contratado pelo hospital de Santa Maria em Almada, este pode ser escalado (até 30 km), e é obrigado a ir sem 1 cêntimo a mais. E claro sem descanso compensatório no dia seguinte.
3) No novo regime os médicos que não fazem urgência noite ou fim de semana são obrigados a trabalhar ao sábado ou depois das 17h, 5 horas de horário.
4) Obrigatoriedade de certos serviços hospitalares aderirem ao novo regime (Centros de responsabilidade integrada por exemplo). Máximo de 5 horas de privado por semana, e horário obrigatório de 40 horas. Isso vai destruir alguns serviços que servem populações, de especialidades muito procuradas/competitivas no privado que apenas existem no público porque acreditam no SNS e gostam de contribuir. O serviço de dermatologia do meu hospital funciona bem, se isto avançar saem todos para o privados. Porque é que um dermatologista que pode ganhar 10k+ no privado vai ficar no público a ganhar 3k brutos? Levavam um corte por gosto para estar lá no regime actual, mas há limites…
4) Tudo isto por 50-80€/brutos a mais! Enquanto na comunicação social anunciam subidas de 30%. Com o regime de horas muitos médicos vão perder rendimentos.
5) Ao fim de 1 ano de negociação esta foi a 1a proposta, apresentada no último dia de negociação. No 1o dia de greve anunciam que vão contratar 300 médicos cubanos. Depois de anunciar, de forma completamente falsa, uma proposta de subida de 30% dos salários na comunicação social.
Juro, se não parecesse tanto teoria da conspiração até diria que este governo quer destruir o SNS a favor dos privados, que assim vão ter muito mais mão de obra (e consequentemente mais barata – mas ainda a pagar o triplo do SNS).
E no meio disto tudo aplaude o Zé Povinho que ainda acredita numa ideia de 1990 de um médico que é pequena nobreza, e como bom português quer é ver todos em baixo.
Sem se aperceber que está a aplaudir o fim de uma das melhores coisas que temos, que é o SNS.
Esta proposta parece ser a gozar… Só pode. E depois ainda “encomendam” notícias a falar de aumentos de 30 e 60%… provavelmente para pôr a opinião pública contra os médicos.
É fazer greve com força, união e sem medos!
Os portugueses deviam ser os primeiros a apoiar os pilares da sociedade (saúde, Educacao e Seguranca)
O AC quando se diz ser o “sindicato dos portugueses” revela ser o contrário e apostar em reduzir o que custou aos nossos “avós “ a conquistar
Sai de Portugal e sonho em voltar ao país onde nasci… mas assim não … ver os políticos destruírem aos poucos … felizmente a minha escolha permite-me apoiar quem amo e deixei para trás, independentemente do governo
Isto é vergonhoso.
E ainda o AC diz que os médicos não são prioridade agora… só pode vir de um gajo que usa o privado. Se ele usasse o público…
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Encontrei esta informação, e acho interessante perante uma Greve que quem está interessado conhecer as motivações da mesma.
Em resumo, o governo cuspiu mesmo na cara dos médicos, e pior, no SNS. Os médicos pediam melhores condições salariais e de trabalho, e a proposta apresentada é pior do que aquilo que existe agora. Alguns tópicos de interesse:
1) Horas extra potencialmente obrigatórias passam a um limite de 350h anuais, sem descanso compensatório. Ou seja o médico trabalha no serviço na 2a dia, está de urgência na 2a noite, e se tiver horário na terça vai trabalhar. Quem quer ser tratado por alguém assim?
2) No novo regime se precisarem de um médico contratado pelo hospital de Santa Maria em Almada, este pode ser escalado (até 30 km), e é obrigado a ir sem 1 cêntimo a mais. E claro sem descanso compensatório no dia seguinte.
3) No novo regime os médicos que não fazem urgência noite ou fim de semana são obrigados a trabalhar ao sábado ou depois das 17h, 5 horas de horário.
4) Obrigatoriedade de certos serviços hospitalares aderirem ao novo regime (Centros de responsabilidade integrada por exemplo). Máximo de 5 horas de privado por semana, e horário obrigatório de 40 horas. Isso vai destruir alguns serviços que servem populações, de especialidades muito procuradas/competitivas no privado que apenas existem no público porque acreditam no SNS e gostam de contribuir. O serviço de dermatologia do meu hospital funciona bem, se isto avançar saem todos para o privados. Porque é que um dermatologista que pode ganhar 10k+ no privado vai ficar no público a ganhar 3k brutos? Levavam um corte por gosto para estar lá no regime actual, mas há limites…
4) Tudo isto por 50-80€/brutos a mais! Enquanto na comunicação social anunciam subidas de 30%. Com o regime de horas muitos médicos vão perder rendimentos.
5) Ao fim de 1 ano de negociação esta foi a 1a proposta, apresentada no último dia de negociação. No 1o dia de greve anunciam que vão contratar 300 médicos cubanos. Depois de anunciar, de forma completamente falsa, uma proposta de subida de 30% dos salários na comunicação social.
Juro, se não parecesse tanto teoria da conspiração até diria que este governo quer destruir o SNS a favor dos privados, que assim vão ter muito mais mão de obra (e consequentemente mais barata – mas ainda a pagar o triplo do SNS).
E no meio disto tudo aplaude o Zé Povinho que ainda acredita numa ideia de 1990 de um médico que é pequena nobreza, e como bom português quer é ver todos em baixo.
Sem se aperceber que está a aplaudir o fim de uma das melhores coisas que temos, que é o SNS.
Esta proposta parece ser a gozar… Só pode. E depois ainda “encomendam” notícias a falar de aumentos de 30 e 60%… provavelmente para pôr a opinião pública contra os médicos.
É fazer greve com força, união e sem medos!
Os portugueses deviam ser os primeiros a apoiar os pilares da sociedade (saúde, Educacao e Seguranca)
O AC quando se diz ser o “sindicato dos portugueses” revela ser o contrário e apostar em reduzir o que custou aos nossos “avós “ a conquistar
Sai de Portugal e sonho em voltar ao país onde nasci… mas assim não … ver os políticos destruírem aos poucos … felizmente a minha escolha permite-me apoiar quem amo e deixei para trás, independentemente do governo
Isto é vergonhoso.
E ainda o AC diz que os médicos não são prioridade agora… só pode vir de um gajo que usa o privado. Se ele usasse o público…