Relatório rejeita ingerência política na TAP. Caso “Galambagate” ficou de fora

by ConfidentMongoose

8 comments
  1. >A existência de pressões do Governo sobre a gestão da TAP foi um dos temas que dominou a comissão parlamentar de inquérito (CPI). A versão preliminar do relatório, entregue esta terça-feira no Parlamento, rejeita que tenha existido ingerência na gestão corrente. Quando existiu, havia razões que o justificavam.

    >“Não se registam situações com relevância material que evidenciem uma prática de interferência na gestão corrente da empresa por parte das tutelas. Com efeito, a generalidade dos depoimentos aponta para a inexistência de interferência ou ingerência política das tutelas na gestão corrente da empresa”, conclui o documento.

    >Uma das situações relatadas foi a de um pedido de Alberto Souto Miranda, antigo secretário de Estado Adjunto de Pedro Nuno Santos, para que os administradores em representação do Estado votassem contra o orçamento da companhia aérea. O que acabou por não acontecer. “Importa assinalar que o episódio referido por Diogo Lacerda Machado, no que concerne a uma orientação de voto sobre o orçamento da empresa, tendo surgido como uma situação excecional e isolada, poderá contribuir para, a contrario, se concluir que a norma era efetivamente a da não ingerência“.

    >O relatório também relativiza as situações apontadas como alegados exemplos de interferência política durante as audições. Ou se tratam de “iniciativas de membros da Administração da TAP solicitando à tutela uma orientação ou tomada de decisão sobre assunto concreto. É o caso do pedido de alteração de voo de Sua Excelência o Presidente da República por iniciativa da agência de viagens e da CEO da TAP”.

  2. Se houvesse é que me espantava. Aliás, nem sei como é que os visados não tiveram uma amnésia colectiva, como outros tantos indivíduos que foram chamados ao Parlamento.

  3. “We investigated ourselves and found we did nothing wrong” – PS

  4. Então significa que brincar com centenas de milhares de euros em validações por WhatsApp (assim como fazer grande parte da comunicação de gestão por essa via), sendo que o registo para efeitos de histórico depende do que estiver disponível arbitrariamente nos telemóveis individuais, é, portanto, uma prática agora oficialmente aceite.

    O que mais me espanta no povo português é a forma como se aceita amigavelmente a adoção de práticas incompatíveis com a transparência, tendo em conta que nos livramos há pouquíssimas décadas da opressão da ditadura.

    Somos mesmo um caso de estudo.

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