Visão | A feliz falência da máquina de fazer miseráveis

by RelativeWeekend453

2 comments
  1. Preconceito bacoco de que trabalhar longe de uma secretária só pode ser mau.

    As obras, como qualquer outro sector, evoluíram e continuam a evoluir. Não precisam de ser escravos por trabalhar lá. Existem inúmeras ferramentas para aumentar a qualidade de vida, precaver problemas, aumentar a produtividade e a qualidade.

    A falta de atractividade do sector não é um sinal de progresso, mas sim de estagnação. Fora das maiores empresas é uma rambóia completa. EPI são ignorados por iniciativa dos trabalhadores, normas de HST são para cumprir apenas nos 20 minutos em que a auditoria externa está presente, desenrasca isto aqui e aquilo ali, …

    E quem diz obras diz o resto. Se há problemas, são sintomas de falhas, não de uma evolução para uma utopia magnifíca.

    Isto lembra-me de quando trabalhei em mudanças num verão e vi uns vídeos de como era feito noutros países: colocavam esponjas nos cantos das casas e portas, usavam cintas para manter uma boa postura ao carregar pesos, elevadores, forneciam caixas fáceis de manejar, etc. Por cá? Citroen Jumper e 4 braços. Felizmente já se começam a ver uns elevadores aqui e ali, mas são excepções à regra.

  2. Conciso e absolutamente verdadeiro. Que o hedonismo do dia a dia não tolde a visão de quem nele não quer participar como parte trabalhadora: uber eats, renovações e construção de casas , restauração, hotelaria.

    O servilismo tem um fim e o preço destes serviços será mais caro. E quando não for, a qualidade será a compativel.

    É aprender a fazer, deixar de ir, e não chorar.

    Mexam-se ou paguem

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