
Um casal próximo tem tido este problema recentemente. Sempre que vão às urgências de obstetrícia por causa de problemas relacionados com a gravidez, neste caso por um possível aborto espontâneo, não deixam o marido entrar com ela.
Isto é legal? Encontrei este recurso no site do sns, e realmente não me parece legal o que lhes estão a fazer.
[https://www.sns24.gov.pt/guia/direitos-e-deveres-do-utente/direito-ao-acompanhamento-do-utente-dos-servicos-de-saude/](https://www.sns24.gov.pt/guia/direitos-e-deveres-do-utente/direito-ao-acompanhamento-do-utente-dos-servicos-de-saude/)
É de acrescentar que da última vez até gozaram com ela lá dentro. O que não acredito que teria acontecido caso o marido tivesse entrado.
Alguém me consegue dar umas luzes relativamente a este assunto?
by my__name__is__human
8 comments
Parece que o link que puseste fala sobre internamento. Serviço de urgência é diferente e normalmente não tem acompanhamento, para além de pediatria obviamente, não sei se é igual para obstétrica.
Se por um lado percebo a preocupação que o marido pode/deve ter, por outro percebo que será contra producente uma vítima de violência ter o agressor na mesma sala com ela durante a triagem. **Não** estou a dizer que é este o caso. **Mas acontece.** Arrisco dizer que esse será um bom motivo para tal separação. E todos os pacientes têm direito à sua privacidade mesmo que chegando cá fora, optem por dizer a toda a gente o que têm.
Nas urgências não entra o acompanhante.
Questões de higiene, segurança e privacidade.
Mesmo quando minha esposa entrou nas urgências para possivelmente ir parir, nunca pode entrar. Sempre aguardar cá fora.
Tudo que seja urgências é assim, tal como na pediatria só pode entrar um dos pais em consulta de urgência.
É uma vergonha! A mulher devia sempre poder decidir se quer entrar sozinha ou se quer o companheiro com ela. (A mulher pode até entrar primeiro sozinha, e depois lá dentro perguntam se ela quer o companheiro lá ou não.)
Durante a pandemia não havia acompanhante para ninguém por questões óbvias, mas tirando isso já entrei como acompanhante e acompanhado. Basta ter a pulseira/autocolante para estares identificado como acompanhante.
Então vou à urgência todo fodido e está lá um enfermeiro para 20 que mal tem mãos para se coçar e quem é que me ajuda? Ficar numa maca encostado a um canto durante horas como fazem com os velhotes?
Por um lado acho estupido, o meu namorado teve de esperar na rua quando tive nas urgencias e eu precisava dele ao meu lado porque estava com dores e obviamente que nao vinha uma enfermeira para o meu lado, mas na sala tinha alguem com o marido a acompanhar, tambem uma senhora idosa com a neta, por isso nao sei até que ponto é que eles deixam entrar. Quando fui á pediatria ou para parir tambem nao deixaram entrar ninguem.
>O que é o direito ao acompanhamento nos serviços de saúde?
>
>- (…)
>
>- o acompanhamento não pode comprometer as condições e requisitos técnicos a que deve obedecer a prestação de cuidados médicos
– nos casos previstos nos pontos anteriores, compete ao profissional de saúde responsável pela prestação dos cuidados de saúde informar e explicar ao acompanhante os motivos que impedem a continuidade do acompanhamento
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>Quais são os direitos do acompanhante?
>
>O acompanhante tem direito a ser informado adequadamente e em tempo razoável sobre a situação do doente, nas diferentes fases do atendimento. (…)
Como podes ver, “ter direito a acompanhante” não é a mesma coisa que “o acompanhante ter direito a seguir o paciente em todo o lado”
nas urgências não é suposto haver acompanhantes e acho muito bem. Mesmo assim as pessoas abusam.
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As urgências de um hospital é um local de trabalho, tens lá vários doentes e a sua privacidade deve ser respeitada (até a mulher tem direito à sua privacidade de saúde do marido) , os profissionais não têm que andar a tomar conta dos que andam lá a pastar e a mandar bitaites
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noutra situações também é barrada a passagem dos familiares pelo que em geral todos levam com o mesmo tratamento.
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claro que depois tens o bom-senso, mas nisso acho que a maioria dos profissionais tem essa sensibilidade e se não houver problema e fizer sentido deixam entrar.
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mas acho um pouco egoísta achar que tem de ser.