> **«Porque é que a palavra muito se escreve assim uma vez que se lê “muinto”?**»
> É, de facto, essa a pronúncia; em português antigo é frequente escrever-se mesmo muito (com til no u), visto existir na palavra um ditongo nasal. Hoje não se assinala a nasalidade do u, por ser o único exemplo além de mui (= mui, com til no u), hoje de emprego apenas literário.
> A explicação do ditongo nasal é a seguinte: a ressonância nasal do m inicial estendeu-se ao ditongo, devido a uma assimilação progressiva que afectou ambos os elementos do ditongo, tornando o ui oral em ditongo nasal.’
É para detectar estrangeiros infiltrados
Lembro-me de ler sobre isso, *creio*, na Nova Gramática do Português Contemporâneo. Isso e o facto de lermos “Felipe” ou “menistro”, mas escrever-se “Filipe” e “ministro” (entre outras palavras com sílabas com “i” consecutivas).
Nem é preciso ir tão longe, o nosso “s” plural lê-se “sh”, casa → casa*sh*, que bizarro, por que não podemos fazer como no Brasil…
Acontece muinto.
Lembro-me de dar este erro na primária algumas vezes. Nos ditados escrevia “muinto”. Vá lá, não estava completamente doido.
>Isso
*Isto*
Às vezes com o i mudo também: “que com munto lindo”
Mui~to e mui~tas vezes.
Realmente, nunca pensei nisso 🤔
o i tava com fome
O “n” sai naturalmente devido à morfologia da cavidade oral. É estranhamente difícil dizer “muito” sem esse “n” escondido.
Curiosamente ainda há uns 10 minutos estava a pensar em como fui obrigado a escrever 100 vezes a palavra “muito” na primária porque escrevia sempre “muinto”.
Nop
lol pior só mesmo o “D” e “B”.
O N em Muito e o U em Boas
Há gajos com um poder de observação brutal! E a arranjar explicações??? Melhor ainda! Conselho grátis: metam mais tabaco, moços! Dassss
16 comments
Sim!
É essa a pronúncia da palavra.
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/muito-pronuncia/6665
> **«Porque é que a palavra muito se escreve assim uma vez que se lê “muinto”?**»
> É, de facto, essa a pronúncia; em português antigo é frequente escrever-se mesmo muito (com til no u), visto existir na palavra um ditongo nasal. Hoje não se assinala a nasalidade do u, por ser o único exemplo além de mui (= mui, com til no u), hoje de emprego apenas literário.
> A explicação do ditongo nasal é a seguinte: a ressonância nasal do m inicial estendeu-se ao ditongo, devido a uma assimilação progressiva que afectou ambos os elementos do ditongo, tornando o ui oral em ditongo nasal.’
É para detectar estrangeiros infiltrados
Lembro-me de ler sobre isso, *creio*, na Nova Gramática do Português Contemporâneo. Isso e o facto de lermos “Felipe” ou “menistro”, mas escrever-se “Filipe” e “ministro” (entre outras palavras com sílabas com “i” consecutivas).
Nem é preciso ir tão longe, o nosso “s” plural lê-se “sh”, casa → casa*sh*, que bizarro, por que não podemos fazer como no Brasil…
Acontece muinto.
Lembro-me de dar este erro na primária algumas vezes. Nos ditados escrevia “muinto”. Vá lá, não estava completamente doido.
>Isso
*Isto*
Às vezes com o i mudo também: “que com munto lindo”
Mui~to e mui~tas vezes.
Realmente, nunca pensei nisso 🤔
o i tava com fome
O “n” sai naturalmente devido à morfologia da cavidade oral. É estranhamente difícil dizer “muito” sem esse “n” escondido.
Curiosamente ainda há uns 10 minutos estava a pensar em como fui obrigado a escrever 100 vezes a palavra “muito” na primária porque escrevia sempre “muinto”.
Nop
lol pior só mesmo o “D” e “B”.
O N em Muito e o U em Boas
Há gajos com um poder de observação brutal! E a arranjar explicações??? Melhor ainda! Conselho grátis: metam mais tabaco, moços! Dassss