
Em 2020 fui um dos vencedores do concurso ICA/Netflix. O meu projeto, CLEPTOCRACIA, não deu em nada. Aqui têm o genérico que criei com um amigo. AMA
by Empirion

Em 2020 fui um dos vencedores do concurso ICA/Netflix. O meu projeto, CLEPTOCRACIA, não deu em nada. Aqui têm o genérico que criei com um amigo. AMA
by Empirion
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Em 2020, fechados nas nossas casas, resolvi abrir-me a novas possibilidades.
Aproveitando o tempo livre, resolvi participar no concurso promovido pelo ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual) em conjugação com a Netflix, para a escrita de guiões originais para televisão.
Apesar de um fustigante síndrome do impostor, que não me deixa reconhecer qualidade ou talento naquilo que faço ou escrevo, resolvi tentar a minha sorte. Numa maratona de 30 dias, consegui escrever o argumento para o primeiro episódio de 50 minutos da série “Cleptocracia”, bem como o documento de apresentação da mesma, contendo a descrição das personagens, sinopses de todos os episódios de uma eventual primeira temporada, bem como um resumo da restante narrativa.
Contra todas as probabilidades, fui um dos 10 vencedores. Uma grande conquista para quem tinha entretido ambições de escrita, sem nunca as materializar.
Depois de ter perdido algum tempo e dinheiro (ambos, agora, claramente desnecessários) criei um adereço que presumi pudesse ajudar na promoção do projeto junto de produtoras de televisão.
Para além disso, um amigo meu, que é realizador, criou um genérico baseado no meu conceito do que deveria ser o genérico da série, para mais facilmente conseguir mostrar a minha visão para o projeto.
Novamente, consegui. Assinei contrato de representação com uma das maiores empresas de produção em Portugal, a SP/SPi, responsável, entre outras, pela série Glória, a primeira produção nacional no Netflix.
Fui rejeitado pela Netflix.
Fui rejeitado pela HBO também.
A empresa de produção ainda alargou o contrato de representação do projeto, para lá dos 12 meses que estavam originalmente planeados, para tentar apresentar o projeto a outras plataformas ou canais, mas de nada valeu.
Dois anos e meio depois daquela quarentena, cá estou de volta, sem ter ido a lado algum. O Cleptocracia falhou.
Resta-me partilhar a sinopse da série, e recomendo-vos o visionamento do genérico que partilhei nesta publicação.
SINOPSE: “Alexandre “Alex” Reis era um excecional agente da unidade de cibercrime da Polícia Judiciária. Profundamente desiludido com a eficácia do seu trabalho no combate à corrupção, demite-se e usa os seus incomparáveis talentos tecnológicos para roubar uma avultada quantia de dinheiro sujo, com que financia um grupo privado de operações especiais. Alex recruta quatro soldados que, tal como ele, viram as suas vidas lesadas por acontecimentos resultantes de corrupção. Com precisão militar e métodos incrementalmente violentos, os cinco “Demónios” semearão o terror entre os corruptos enquanto mergulham o país num turbilhão político, judicial e social.”
cleptocracia? devias ter posto o costa no lugar do boneco mascarado. closeup da pança, do terceiro queixo, da gadelha, e no fim desvendava-se o focinho.