Funcenter. Gostava de ter tido a oportunidade de ter visitado mais vezes antes de fechar

Funcenter. Gostava de ter tido a oportunidade de ter visitado mais vezes antes de fechar from portugal

31 comments
  1. Apanhar o 64 para ir ver um filme ao cinema, quando ainda não largava um rim por 120 minutos de prazer.

    Já com um Bigmac no bucho, caminhava em direção ao funcenter, para momentos de prazer que não sabia que tanto iria invejar mais tarde. Saudades.

  2. O conceito era giro no início. Evoluiu p um antro de chungaria até ser uma cena mm deprimente com metade das merdas em manutenção.

  3. Lembro-me que nutri um ódio pela Primark porque eu finalmente tinha idade para andar na montanha russa justamente quando fecharam

  4. A primeira geração do Funcenter ainda era muito melhor que esta que passa na reportagem, quem sabe do que estou a falar, sabe bem do que era o verdadeiro funcenter, já para não falar do mítico meteorito que dava para ver da terminal dos autocarros quando colocava o pé fora do 64, direitinho para comprar um bilhete de cinema, numa altura em que esta estava localizada ao lado do Mcdonalds, e para não falar também do antigo cinema do colombo que quando entravamos na sala das pipocas, eramos portanto recebidos com um mural das principais personagens do Looney Tunes penduradas no tecto da sala

  5. Sim com nostalgia o funcenter é uma coisa incrível, na realidade acho quem lá teve nos últimos anos antes daquilo fechar sabe o triste shitshow que era. Lembro me da noticia de alguém ter levado um tiro lá dentro, não me lembro se morreu ou não alguém sabe?

  6. Acho q ainda tenho um cartão da funcenter não sei onde. Espero q tenha gasto o saldo todo na altura

  7. tenho o cartão ainda com alguns créditos. aonde me posso dirigir para pedir o reembolso?

    por acaso acho que apanhei as fases do funcenter na idade certa. início da adolescência quando aquilo abriu, por isso era tudo novidade. os karts um pouco mais tarde, se não estou em erro, numa altura em que já me sentia mais seguro para os conduzir (se bem que não eram assim muito rápidos). e depois quando aquilo passou a ser só mitras já eu tinha idade para os mandar passear. até a minha mulher, emigrada em meados 2012, fez um cartão do funcenter para irmos lá jogar nas máquinas.

    mas nada bate a feira popular. que saudades desses sítios…

  8. coitada…aquela mãe já se tinha matado se vivesse numa cidade do interior e não tivesse 500 sítios para onde mandar os filhos para não ter que os aturar em casa todos os dias

  9. Tinha uns 15 anos quando o Colombo abriu, pelo que só fui ao funcenter nos primeiros anos e sempre achei tudo aquilo um bocado tristonho para um espaço de diversão, à boa e velha maneira portuguesa. Só imagino o grau de degredo e de chungaria a que chegou para tomarem a decisão de fechar.

  10. Aquilo era só mitras, fds. Deixou zero saudades, só me deixa pena que os mitras que antes lá estavam concentrados agora estao espalhados por outros sitios infelizmente.

  11. Estamos algures nos anos de 2002/2003. O Luis fez a festa de anos no bowling do Colombo. Inclui bowling (óbvio), pizza, refrescos e 30 min nas diversões do Funcenter (excluindo o meteorito).

    Depois de 2 partidas de bowling, o grupo de pré-adolescentes alarva rapidamente quantidades exageradas de pizza e coca cola e corre para as diversões.

    Primeiro a montanha russa, depois as cadeiras giratórias e, por fim, o barco.

    Amigos, acreditem que não gostariam de estar a trabalhar no barco neste dia. Com a sua capacidade esgotada, as portas fecham-se e a diversão começa lentamente a balouçar para a frente e para trás. Ainda não vamos no terceiro balanço completo e na primeira fila já se vê uma pessoa agachada. Depois mais uma, e outra. Começa-se a sentir o aroma e depois a realização: estás no epicentro de um episódio de vómitos em cadeia.

    Olhos fixos num ponto e respiração controlada. À tua esquerda e direita já gregaram. Neste momento nem a corrente de ar produzida pelo movimento do barco é suficiente para abafar o cheiro. Tens de ir buscar forças aos sítios mais profundos do teu ser para conter os vómitos que teimam em subir pelo esófago.

    Alguém aciona uma paragem precoce da diversão e os balanços vão progressivamente perdendo amplitude. O operador abre a porta, já de esfregona na mão. A sua expressão revela o estado de espírito de alguém que está a seriamente a reconsiderar as suas escolhas profissionais. Observa o rescaldo do incidente: à frente de cada assento, um monte de massa fofa semi-digerida e vergonha. De cada assento, exceto um. Ao meio, na penúltima fila, uma lacuna neste complexo de pirâmides de vómito perfeitamente espaçadas.

    E é por isso que ainda hoje canto, com orgulho, o épico da festa de anos do Luis no Bowling do Colombo, em que toda a gente gromou no barco, exceto eu. O dia em que quando confrontado com tamanha adversidade, cerrei punhos e segui em frente (metaforicamente falando, estávamos presos ao lugar). O dia em que me tornei homem e deixei a infância para trás, ao meio da penúltima fila, no barco do funcenter.

    RIP

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