Competitividade fiscal. Portugal é o quarto pior país da OCDE

16 comments
  1. O estudo: [https://taxfoundation.org/2021-international-tax-competitiveness-index](https://taxfoundation.org/2021-international-tax-competitiveness-index)

    A base de dados do estudo: [https://github.com/TaxFoundation/international-tax-competitiveness-index](https://github.com/TaxFoundation/international-tax-competitiveness-index)

    Pontos a ressaltar:

    “✔️ Some strengths of the Portuguese tax system:

    Corporations can deduct their property taxes from their taxable income, and there is an allowance for corporate equity (ACE).

    Portugal has a territorial tax system, exempting foreign dividend and capital gains income for most countries.

    Portugal provides above-average capital cost write-offs for investments in machinery.

    ❌ Some weaknesses of the Portuguese tax system:

    Portugal has a high corporate tax rate of 31.5 percent (the OECD average is 22.9 percent).

    Companies are severely limited in the amount of net operating losses they can use to offset future profits and are unable to use losses to reduce past taxable income.

    The VAT at a rate of 23 percent applies to just half of the potential consumption tax base.”

    “Portugal ocupa pelo terceiro ano consecutivo a 34.ª posição na classificação de competitividade fiscal: a 4.ª a contar do fim.”

    “Feitas as contas, nas classificações parciais do relatório, Portugal é o 3.º pior na fiscalidade para as empresas, o 7.º pior em impostos sobre o rendimento individual e o 5.º pior em impostos sobre o consumo.”

  2. Ninguém fica em Portugal quando tem uma empresa de sucesso. Outsystems ou Farfetch estão todas com sedes lá fora por alguma razão. É como quem trabalha e é bom, escolhe assim que pode um país com um regime fiscal adequado.

  3. Ui o que foste postar. Prepara-te para a brigada do “Portugal está alinhado com a Europa a nível fiscal” ou semelhantes

  4. > A conclusão é de um estudo realizado pela Tax Foundation e o Instituto +Liberdade.

    2 think tanks liberais. Grain of salt e cepticismo.

  5. Tenho estado a estudar a possibilidade de mudar a minha empresa toda para Espanha. As condições aqui são mesmo terríveis para PMEs. Se as grandes empresas têm pouco benefício fiscal, as PMEs têm quase nada. É como se o Governo quisesse que ninguém tenha uma empresa para poder ter mais trabalhadores por conta de outrem nas multinacionais e no Estado…

  6. Isto é o que eu e muitos já dizem à anos. Portugal não é atractivo. Para as empresas só é atractivo os salários baixos e se os impostos sobre as pessoas fosse baixo até podia dar em algo porque o poder de compra era alto. Para as pessoas a única coisa boa é bom tempo e comida e o ultimo é subjectivo. Como é que queremos atrair boas empresas ou manter as que temos que pagam bons salários se elas não podem cá ficar para ser competitivas? Juntas a isto energia cara e burocracia e nem fabricas cá vão ficar.

    Não podemos ter os 3 pilares altos. Não somos uma grande economia nem controlamos a moeda como a China e outros que desvalorizam a moeda para tornar as empresas e o trabalho das pessoas competitivas.

    Temos varias soluções.

    Baixamos os impostos às empresas e cortamos na burocracia atraindo bons gestores e boas empresas que trazem consigo trabalhos saudáveis e bem pagos que depois se reflecte nos outros trabalhos de apoio. Os salários como vão subindo podes manter os impostos sobre consumo e rendimento pessoal altos.

    Baixamos os impostos às pessoas e mantemos os imposto sobre empresas altos. Tentamos manter ou atrair empresas com salários baixos ou então pessoas em trabalho remoto que ficam com o salário quase todo mas vamos buscar receita ao imposto sobre o consumo e às poucas empresas que cá ficam pelos salarios baixos.

    Mantemos tudo como está, continuamos a ser pedintes e daqui a umas décadas os nosso netos terão de vender o pais todo para pagar as dividas crescentes. Nessa altura se calhar a Europa e uma federação e talvez pague a divida por nós. Portugal deixa de existir.

    Eu cá prefiro a primeira solução pois é a que já tem provas dadas em países do nosso tamanho ou mais pequenos. Muita gente prefere a ultima.

  7. Ah papas para tolos, competitividade de impostos é tanga. Competitividade fiscal significa deixar ricos e grandes empresas ir escolhendo os paises onde pagam menos impostos, vulgo offshore. No fim entrar nesse esquema de baixar impostos corporativos e es escalões de irs aos que ganham mais é o equivalente a meter a arma na cabeça e premir o gatilho é a morte de um estado. Ninguém repara que desde essa onda neo liberal dos anos 80, os estados ocidentais andam a coxear?

    Os liberais andam a dar forte na net e aqui então, nem se fala. Mas aquilo é tipo aqueles amigos que nos vendem um esquema de piramide, no fim a bolha rebenta e quem se lixa somos nós. Sim pagamos muitos impostos, classe média, e a culpa é dos grandes que não pagam e que se estão a lixar para nós, porque para eles, o que ganham nunca é demais e quem sustenta o estado depois somos nós.

  8. Esse arroz já vem com gorgulho.

    Em todos os inquéritos, sondagens, estudos às ’empresas’ os principais factores negativos não são o IRC, até pq nenhuma empresa paga essa taxa de IRC mais alta, excepto as poucas que não conseguem fugir. Coisas como a lentidão na justiça, burocracia e afins são os factores que mais prejudicam o país, no entender dos empresários.

  9. “Nenhuma empresa paga essa taxa de IRC”

    Pois não campeão, agora perde uns minutos a pensar porquê e talvez percebas o problema real por trás disso.

  10. Não sei se isto tem a ver ou não, mas….

    Não vejo os franceses a reclamar quando vem aqui para fazer outsourcing…

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