
Há escolas públicas a rebentar pelas costuras que já aproveitam salas de professores para aulas, desencontram horários ou aumentam o número de alunos por turma. “É essencial conseguirmos mais salas”, alerta o presidente do Conselho das Escolas, António Castel-Branco, num ano letivo em que se regista uma procura crescente de alunos estrangeiros em todos os ciclos, acrescida de um maior número de ingressos no Pré-Escolar, apontam os diretores
by ConfidentMongoose
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Deixar entrar toda a gente e só depois se preocupar onde os por, clássico
Sempre foi um problema, lembro-me por exemplo da Escola João de barros que dá aulas em contentores há uns 10-15 anos.
Nada de novo, na minha secundária há cerca de uma década atrás também tinha aulas em contentores, porque andavam com obras de Santa Engrácia e todo um edifício não estava em condições de ser utilizado. Sei que havia várias outras escolas nesse mesmo estado.
Houve um ano na primária em que tive aulas em contentores, mas foi porque a escola teve que fazer uma série de obras (isto foi no final dos anos 90).
Não gostei, sobretudo em dias de chuva. Era chato não ter sequer um tecto a sério para poder brincar em condições.
Nem quero imaginar agora, com a quantidade de miúdos que há numa mesma turma.
A secundaria do restelo tem contentores a 30 anos.
Se não há salas ou infra-estruturas disponíveis, porque é que as escolas aceitam os alunos? As escolas são obrigadas a aceitarem toda a gente?
É algo novo sim. Não é por haver escolas com contentores há alguns anos que este fenómeno não é novo e preocupante.
É novo porque a razão pelo que acontece é nova. Acontece porque tens zonas do país onde existe um influxo enorme de imigrantes pondo pressão no sistema educativo.
E não é só as salas de aulas que escasseiam, é o número de auxiliares que devia aumentar, é o nr de professores que devia aumentar, é o número de aulas de português língua não materna que devia aumentar.
Se o nosso ensino já não anda bem por diversas razões, isto é mais um problema que não terá fácil solução.