
https://expresso.pt/sociedade/saude/2023-11-01-Crise-no-SNS-sindicatos-e-Governo-nao-chegam-a-acordo-aumento-do-salario-dos-medicos-continua-a-separar-as-partes-84e1c5dd
by IntroductionNeat2746

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A minha mulher é médica. Provavelmente da especialidade que mais impacto tem nos principais indicadores de Saúde populacionais de forma agregada.
Para nós, acabou. 33 anos a adiar o 1ºfilho, a adiar jantares, a adiar férias, a cancelar planos, a chegar tarde, a descansar pouco, a discutir por causa de velhos doentes, familiares burros, e uma população embrutecida, exigente, e com uma baixíssima literacia em Saúde.
Ou se passará a recibos verdes, ou chega ás 18h00 e que sa foda. Morram aí
>Sobre os aumentos salariais, Manuel Pizarro sublinhou que “há várias formulações”, referindo que “o que está em discussão” sobre o aumento de 30% é “o valor hora do salário”.
>”Isso significa que temos de ter em conta o aumento do salário e a redução do horário de trabalho, que evidentemente influencia muito esse valor”, destacou.
>”O simples efeito da modificação do horário de trabalho de 40 para 35 horas semanais, percorre metade desse esforço, evidentemente que essa modificação não será em todos os casos uma modificação automática. Já tivemos ocasião de o dizer, não pode haver nenhum acordo com os médicos que reduza a capacidade do SNS de assistir os portugueses, essa é uma condição base para nós”, acrescentou.
Há muitos anos digo aos colegas de outras carreiras do SNS que a redução para as 35 horas foi um grande tiro no pé e será eternamente uma desculpa para negarem valorização de ordenados e colocarem a opinião pública contra os FP.
Não percebo de todo a opção dos sindicatos em priorizar às 35 horas, ao invés de exigirem antes de tudo o aumento de 30%. Nenhum médico do SNS trabalha apenas 35 horas por semana. Reduzir o horário para as 35 horas só interessa aos colegas que ganham mais a fazer horas no privado.
Já agora, o que vejo todos os dias desde que entrei no SNS são os colegas que fazem “35 horas” a fazerem na mesma 40 horas, sem receber um cêntimo a mais pelas 5 horas”extraordinárias”. Afinal, as direções de serviço não tem poder para autorizar horas extraordinárias todos os dias a toda a gente, mas o serviço não reduziu quando reduziram a jornada diaria de trabalho.