O Ministério da Defesa atribuiu a uma empresa têxtil de Guimarães o contrato para confeção de cuecas de mulher que vão ser doadas às militares da Ucrânia. O contrato ultrapassa os 30 mil euros e as peças serão feitas em vários tamanhos e cores

by ConfidentMongoose

13 comments
  1. >Esta compra implica cinco mil unidades de cuecas, ao preço unitário de 6 euros. O prazo de execução da empresa é de 25 dia e a encomenda deve ser entregue “nas instalações da Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (UAGME), em Samora Correia

    Um pack de 7, da women’s secret, fica a quase metade do preço unitário, na Amazon…

    https://amzn.eu/d/6KUNEPo

    Contratos públicos em Portugal são uma corda à volta do pescoço do povo.

  2. Atribuir fundos à industria têxtil portuguesa, não me parece mal.
    Este tipo de contratos são apoios indirectos às empresas.
    Honestamente acho que a longo prazo acaba por ser melhor ajudar as empresas através de projectos/encomendas públicas do que simplesmente por minimizar certos custos como impostos.
    Se calhar para dar resposta a estas encomendas grandes a empresa acaba por ter que contratar, optimizar processos, comprar equipamentos etc.. Tudo isto vai optimizar a produção, tornando possível produzir mais produtos por um valor mais baixo.

    >No modelo de anúncio do concurso público era referido que “o preço base global do presente procedimento é de 139.500,00 € (cento e trinta e nove mil e cinquenta euros), ao qual acresce IVA à taxa legal em vigor”. Para o primeiro lote estava previsto um preço base de 47 mil euros, sem IVA, e o segundo lote pode chegar aos 92.500€.

    O segundo lote já vai ser consideravelmente maior.

  3. João Gomes Cravinho ao balcão da Women’secret do Colombo:
    “Boa tarde, queria levar cinco mil cuecas. Sim, sim, eu aguardo um bocadinho”.

  4. Como a empresa tem [imensos contratos](https://www.base.gov.pt/Base4/pt/pesquisa/?type=contratos&adjudicatariaid=576198) com valor total superior a 2 milhões, muitos deles por ajuste directo, fui investigar um pouco…

    Pesquisando o nome do único sócio e gerente (informação pública que figura no RNPC e também no [contrato](https://www.base.gov.pt/Base4/pt/resultados/?type=doc_documentos&id=2078576&ext=.pdf) embora como uma tentativa fútil de o tapar a preto haha), facilmente se chega a [este aviso de contumácia](https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso-contumacia/17459-2002-2919811) referente a um processo em que foi julgado por abuso de confiança. Parece que só se apresentou às autoridades [quase um ano depois](https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso-contumacia/13804-2003-779938).

    Atenção que pode nunca ter sido condenado, ou tê-lo sido e agora ser um cidadão exemplar, mas não deixa de ser curioso.

  5. Que tipo de cueca? Daquelas da avó ou das mais reduzidas?

  6. Chama-se criar novos mercados. Elas já nem vão querer outra coisa.

  7. Portugal fazia acordo com uma Primark da vida com produção made in sabe-se lá onde e era uma choradeira porque não tinham dado hipótese à produção nacional.

    Vai um cuecão da avó bem português, e é uma choradeira também.

  8. Ao menos cuecas não te enchem de estilhaços, nem te despedaçam.

  9. Epa, isto é super criativo….completamente off…

    O empreendedorismo tuga é genial

  10. Toda a gente adora a economia dos EUA em tempos de guerra porque há trabalho, há postos a serem criados, há uma economia toda a mexer para alimentar as necessidades de defesa. O governo dos EUA mete biliões na indústria que depois se convertem em armamento que depois doam à Ucrânia. Não porque estejam a esbanjar dinheiro, mas porque todo o processo cria emprego, cria riqueza. E o PIB dos EUA subiu 5.2% neste último trimestre.

    Nos por 30 mil euros de cuecas fazemos disso um escândalo, quando esse dinheiro fica quase todo em Portugal, apoia a indústria têxtil portuguesa.

    Quem me dera ter indústrias de armamento a produzir 155mm como pintarolas.

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