Coligação PSD/CDS à vista: Nuno Melo segura entre dois a quatro deputados

by TitusRex

13 comments
  1. Parece que o CDS vai quase garantidamente voltar ao parlamento, e terá um grupo parlamentar.

    Significa que o parlamento vai passar a ter:

    – 4 partidos de direita (PSD, IL, CDS, Chega)
    – 4 partidos de esquerda (PS, Livre, BE, PCP)
    – e eventualmente o PAN, mas a probabilidade de não eleger é grande

    Ou seja vamos ter 8 ou 9 partidos, dos quais pelos menos 7 deverão ter grupo parlamentar (pelo menos dois deputados).

    Estamos a transformar-nos numa democracia europeia, onde os governos são quase sempre formados por um acordo entre vários partidos. É isso é bom. Maiorias absolutas, como se viu agora, nunca mais.

  2. Não vejo a razão por esta esmola do PSD ao CDS. O CDS não tem qualquer representatividade em termos eleitorais, vale zero nesta coligação, contudo o Montenegro vai-lhe “dar” entre dois a quatro deputados?

  3. O CDS tem bons quadros. É uma óptima notícia. Sendo a Cecília Meireles um dos melhores, infelizmente já não regressa.

    Assim também maximizam os votos.

  4. Tipo Romeu e Julieta. Um já está morto e o outro está a fazer de tudo para se matar a seguir.

  5. Ridículo. Um partido com zero deputados e que está morto em todas as sondagens agora é acordado só para ganhar mais uns pontinhos na secretaria.

    Deixem o CDS morrer em paz.

  6. Paulo Portas, Assunção Cristas, só falta aparecer o Pires de Lima e temos 100% de cheiro a mofo a circular outra vez no ar.
    Mas uma nova coligação de direita CDS + PSD é bom para a esquerda, sobretudo para a esquerda radical.
    Basta encher cartazes pelo país a dizer “pensionistas, função pública, lembram-se do que aconteceu da última vez que o PSD e o CDS foram governo?” pra ir buscar mais uns votos.

  7. Isto só os faz parecer mais desesperados. Aposto desde já que esta coligação vai ter menos de 30%.

  8. Em termos puramente matemáticos, isto faz sentido. A batalha do PSD é ficar à frente do PS e mais meia dúzia de votos vindos do CDS pode mesmo fazer a diferença nesse caso. Do lado do CDS também dá muito maior segurança porque os seus votos tradicionais estavam dispersos pelo país inteiro, e não em LIS e OPO onde é mais fácil os pequenos elegerem pelo menos 1 deputado. Também altera a dinâmica face aos outros partidos de direita, porque agora já existe uma coligação de direita em quem votar, faz menos sentido dispersar por CH e IL.

  9. Não entendo este súbito interesse nesta fase do PSD estar coligado com CDS. Se fosse nas eleições de 2022 até perceberia, apesar que também ninguém adivinhava uma maioria absoluta PS, nem as sondagens assim o previam.

    Pela minha leitura de pseudo-especialista em ciências políticas do Reddit, acho que o PSD está tentar fugir ao inevitável… isto é assegurar acordos ou entendimentos com o Chega para alcançar o poder. A única forma disso não acontecer é o PSD alcançar a maioria absoluta, o que é bastante improvável e ainda mais com Montenegro que continua em não convencer e cativar o eleitorado, a prova disso, um PS fragilizado e sem líder consegue disputar eleições taco-a-taco com o PSD, de acordo com as sondagens.

    Também é possível que o PSD esteja a fazer um all-in nestas eleições, mas se esta coligação não consegue ficar à frente do PS e com uma percentagem convincente, é possível ser uma das maiores humilhações do PSD.

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