Não sei quais foram as critica públicas. Mas as declarações da Federação de Padel para a ausência do Mundial no Qatar foram absolutamente absurdas.
Vivem cerca de 1500 Portugueses no Qatar, muitos com a família. Eu vivo no Qatar com a minha família há cerca de 7 anos.
Ler as declarações de um presidente de uma federação portuguesa dizer que não vieram para não colocar as jogadoras em perigo ou que é um país em que batem nas mulheres até à morte é de uma ignorância chocante.
Tive oportunidade de assistir ao Mundial de Padel. Não podia deixar de sentir a frustração de ver as bandeiras da maioria dos países que jogam Padel e não ver a do meu país e apoiar os nossos compatriotas.
e também noticia de hoje:
IPDJ financiou federação de padel por provas em que não participou
Mesmo tendo orçamentado, num contrato-programa assinado em Setembro, provas onde sabia que não iria competir, a federação de padel recebeu, em Novembro, um reforço de verbas do organismo público.
Façam aí a vaquinha para angariarmos o dobro do necessário
O Ricoli tem um ego do tamanho do mundo. O homem jogou golfe a vida toda e mal sabe pegar numa raquete, diz muito sobre o seu interesse pela modalidade, ou, neste caso, pelo poleiro.
Ana Catarina Nogueira suspensa por “crítica pública” à federação de padel
A jogadora mais titulada do padel português foi penalizada por lamentar a ausência de Portugal do Europeu e do Mundial.
9 de Janeiro de 2022, 7:02
Tem um currículo sem igual na história do padel português e conseguiu, em 2019, atingir o 6.º lugar do ranking mundial. Porém, o prestígio que granjeou à modalidade em Portugal não impediu que Ana Catarina Nogueira fosse suspensa por 60 dias pela Federação Portuguesa de Padel (FPP) e tivesse que pagar 250 euros de multa por uma “crítica pública ostensiva e difamatória” ao organismo presidido por Ricardo Oliveira. O motivo da penalização, da qual a atleta já recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto, foi uma publicação nas redes sociais em que lamentou a ausência de Portugal do Europeu e do Mundial.
O texto foi escrito em Julho, no dia em que foram disputadas em Espanha as finais do Europeu. Na publicação, Ana Catarina Nogueira explicou que “por um diferendo alheio aos jogadores, a FPP não inscreveu as suas selecções nacionais no Campeonato da Europa e do Mundo”, o que, para a portuense, e, acredita, “para a maioria dos jogadores da selecção”, é “triste e frustrante” por “não poderem representar” o país.
Admitindo que hesitou “muito em escrever” o texto, mas considerando que “há momentos em que a consciência fala mais alto” e que há “valores dos quais nunca devemos prescindir, entre os quais integridade, respeito, honestidade, trabalho, dedicação”, a melhor jogadora da história do padel português salientou que “não participar nas maiores competições” é “abdicar de anos de trabalho, é apagar horas e horas de treino, é desistir de um dos principais objectivos da época sem poder fazer nada.”
O desabafo da decacampeã nacional, levou a direcção liderada por Ricardo Oliveira a apresentar uma participação disciplinar ao Conselho de Disciplina da FPP que, seis meses depois, decidiu que ao expor a sua opinião, a atleta cometeu “uma infracção disciplinar grave”, punível com seis meses e 500 euros de multa – com atenuantes, a pena foi reduzida.
No acórdão, Nuno Miguel Guerreiro, presidente do CD, detalha que a “6 de Abril de 2021, a arguida, entre outros atletas”, foi convocada por Ricardo Oliveira “para uma reunião por videoconferência” para abordarem “o tema da não-participação” no Mundial – nessa altura, o prazo para Portugal se inscrever já tinha terminado.
Como justificações para privar os jogadores de competirem na mais importante competição da modalidade, o presidente da FPP alegou que “quando foram abertas as inscrições, o Qatar era o país mais afectado pela pandemia”. Porém, a 27 de Março de 2020, quando terminou o prazo de pré-inscrições, o Qatar tinha, segundo números oficiais, uma média de 13 casos de covid-19 por dia e nenhum morto. Portugal registava 464 casos de média por dia e 16 mortos.
Ricardo Oliveira evocou ainda que a escolha do Qatar resultou de uma “total violação dos estatutos” da Federação Internacional de Padel (FIP), uma vez que o país anfitrião não era “membro da FIP” – quando se iniciou a prova, o processo de filiação já estava concluído. No entanto, quando Portugal organizou o Mundial, em 2016, a situação foi similar: a FIP atribuiu a organização da prova à FPP sem que esta fosse filiada – a entrada de Portugal na FIP foi concretizada na Assembleia Geral que decorreu durante a prova.
9 comments
Belo regime ditatorial a que estamos a assistir.
Nem uma critica aceitam, que padeleiros.
Betaria na federação.
Não sei quais foram as critica públicas. Mas as declarações da Federação de Padel para a ausência do Mundial no Qatar foram absolutamente absurdas.
Vivem cerca de 1500 Portugueses no Qatar, muitos com a família. Eu vivo no Qatar com a minha família há cerca de 7 anos.
Ler as declarações de um presidente de uma federação portuguesa dizer que não vieram para não colocar as jogadoras em perigo ou que é um país em que batem nas mulheres até à morte é de uma ignorância chocante.
Tive oportunidade de assistir ao Mundial de Padel. Não podia deixar de sentir a frustração de ver as bandeiras da maioria dos países que jogam Padel e não ver a do meu país e apoiar os nossos compatriotas.
e também noticia de hoje:
IPDJ financiou federação de padel por provas em que não participou
Mesmo tendo orçamentado, num contrato-programa assinado em Setembro, provas onde sabia que não iria competir, a federação de padel recebeu, em Novembro, um reforço de verbas do organismo público.
https://www.publico.pt/2022/01/09/desporto/noticia/ipdj-financiou-federacao-provas-onde-nao-participou-1991225
Esta federação de padel é um cancro. À conta das manobras destes artistas os atletas nem puderam participar no Europeu e Mundial: https://www.publico.pt/2021/05/26/desporto/noticia/portugal-renuncia-participacao-europeu-mundial-padel-1964057
Façam aí a vaquinha para angariarmos o dobro do necessário
O Ricoli tem um ego do tamanho do mundo. O homem jogou golfe a vida toda e mal sabe pegar numa raquete, diz muito sobre o seu interesse pela modalidade, ou, neste caso, pelo poleiro.
Ana Catarina Nogueira suspensa por “crítica pública” à federação de padel
A jogadora mais titulada do padel português foi penalizada por lamentar a ausência de Portugal do Europeu e do Mundial.
9 de Janeiro de 2022, 7:02
Tem um currículo sem igual na história do padel português e conseguiu, em 2019, atingir o 6.º lugar do ranking mundial. Porém, o prestígio que granjeou à modalidade em Portugal não impediu que Ana Catarina Nogueira fosse suspensa por 60 dias pela Federação Portuguesa de Padel (FPP) e tivesse que pagar 250 euros de multa por uma “crítica pública ostensiva e difamatória” ao organismo presidido por Ricardo Oliveira. O motivo da penalização, da qual a atleta já recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto, foi uma publicação nas redes sociais em que lamentou a ausência de Portugal do Europeu e do Mundial.
O texto foi escrito em Julho, no dia em que foram disputadas em Espanha as finais do Europeu. Na publicação, Ana Catarina Nogueira explicou que “por um diferendo alheio aos jogadores, a FPP não inscreveu as suas selecções nacionais no Campeonato da Europa e do Mundo”, o que, para a portuense, e, acredita, “para a maioria dos jogadores da selecção”, é “triste e frustrante” por “não poderem representar” o país.
Admitindo que hesitou “muito em escrever” o texto, mas considerando que “há momentos em que a consciência fala mais alto” e que há “valores dos quais nunca devemos prescindir, entre os quais integridade, respeito, honestidade, trabalho, dedicação”, a melhor jogadora da história do padel português salientou que “não participar nas maiores competições” é “abdicar de anos de trabalho, é apagar horas e horas de treino, é desistir de um dos principais objectivos da época sem poder fazer nada.”
O desabafo da decacampeã nacional, levou a direcção liderada por Ricardo Oliveira a apresentar uma participação disciplinar ao Conselho de Disciplina da FPP que, seis meses depois, decidiu que ao expor a sua opinião, a atleta cometeu “uma infracção disciplinar grave”, punível com seis meses e 500 euros de multa – com atenuantes, a pena foi reduzida.
No acórdão, Nuno Miguel Guerreiro, presidente do CD, detalha que a “6 de Abril de 2021, a arguida, entre outros atletas”, foi convocada por Ricardo Oliveira “para uma reunião por videoconferência” para abordarem “o tema da não-participação” no Mundial – nessa altura, o prazo para Portugal se inscrever já tinha terminado.
Como justificações para privar os jogadores de competirem na mais importante competição da modalidade, o presidente da FPP alegou que “quando foram abertas as inscrições, o Qatar era o país mais afectado pela pandemia”. Porém, a 27 de Março de 2020, quando terminou o prazo de pré-inscrições, o Qatar tinha, segundo números oficiais, uma média de 13 casos de covid-19 por dia e nenhum morto. Portugal registava 464 casos de média por dia e 16 mortos.
Ricardo Oliveira evocou ainda que a escolha do Qatar resultou de uma “total violação dos estatutos” da Federação Internacional de Padel (FIP), uma vez que o país anfitrião não era “membro da FIP” – quando se iniciou a prova, o processo de filiação já estava concluído. No entanto, quando Portugal organizou o Mundial, em 2016, a situação foi similar: a FIP atribuiu a organização da prova à FPP sem que esta fosse filiada – a entrada de Portugal na FIP foi concretizada na Assembleia Geral que decorreu durante a prova.