
Na sequência do post de ontem da Torre do Tombo, os nascimentos, casamentos e falecimentos em (quase) todas as paróquias de Portugal estão online desde +-1600 até +-1910

Na sequência do post de ontem da Torre do Tombo, os nascimentos, casamentos e falecimentos em (quase) todas as paróquias de Portugal estão online desde +-1600 até +-1910
16 comments
PS: Se forem de Leiria, Coimbra ou Santarém e faltarem registos antes de 1800, culpem os franceses. E estou a falar a sério, há freguesias inteiras sem registos antes do século XIX à custa da invasão francesa.
Esse site é excelente e pelo que percebo foi feito por carolice.
Pena os arquivos distritais não serem tão lestos a disponibilizarem alguns livros (estou a olhar para ti Vila Real!!)
Alguma razao para as freguesias de barcelos darem todas timeout? O URL é da universidade do minho
Excelente iniciativa, muito completo.
Muito bom para o pessoal que se quer naturalizar.
Fixe, mas está tudo em .tif
Um projecto interessante seria converter para ASCII
Quando o Sócrates disse que foi à torre do tombo eu pensei que tinha sido uma jornada épica de anos em que ele mais o carlos santos silva vão à la senhor dos aneis procurar os registos da herança da tia avó. Afinal é já aqui e tem um site e tudo
E mais recente que 1910?
Logo na primeira página da minha freguesia encontrei o casamento dos meus trisavós, muito obrigado pela partilha!
Fantástico. Obrigada pela informação
Bem, finalmente vou fazer uma árvore genealógica.
Já agora umas perguntas. Cometi em 2005 o erro de pegar numa pequena árvore geneológica construida por uma tia que ia, no máximo, até uma trisavó.
Desde então cheguei, por mim, a antepassados do séc. XVII e por ter encontrado um muito especial, trepei árvore acima (big tree).
Sendo quase tudo gente simples (jornaleiros, marinheiros, alfaiates), praticamente todos os antepassados foram nascidos em Portugal Continental.
O meu problema surgiu a semana passada quando encontrei alguém de Ourense (Galiza).
Alguém sabe como se processa a pesquisa em terras espanholas? Tenho ideia que é mais complexa devido à guerra civil, mas nunca me meti por essas andanças.
isto até que se torna divertido para passar um bocado o tempo. em 2 horas consegui encontrar antepassados até 1800, já dá para compor uma árvorezita decente
Recentemente usei o tombo.pt para fazer uma árvore genealógica da minha família.
Se conseguirem encontrar uma pessoa é como encontrar a ponta de um novelo e podem ir desenrolando cada vez mais para trás.
Aconselho também a usarem o familysearch.
Nunca se sabe se alguém da vossa família afastada já fez o mesmo.
Eu estava a ter imensa dificuldade com a família da minha mãe, basicamente a minha mãe tinha me dito que o avô dela era de Cinfães e eu não o conseguia encontrar. (A minha mãe é natural de lá, assim como os pais dela)
Sem querer no family search encontrei uma grande parte dessa árvore feita por descendentes da irmã do meu avô 🙂
O senhor casou em Cinfães mas tinha nascido em paredes, daí não o encontrar.
Com a indexação das cidades de concelho mais recentes e documentações de imigrantes no Brazil, comecei a ter matches aleatórios.
Ao investiga-los, alguns eram pura coincidência e não tinham qualquer relação, mas outros eram de pessoas da família.
Por exemplo, encontrei um irmão de uma avó que tinha o passaporte indexado de quando emigrou para o Brazil nos anos 40/50. Quando perguntei ao meu pai, ele confirmou que tinha um tio imigrado no Brazil.
Aparentemente naquela altura muitas pessoas emigraram para lá.
Infelizmente dependendo da paroquia vão ter mais ou menos sucesso, para pessoas com família de fanzeres os arquivos são maravilhosos e os anos mais recentes estão indexados que tornam a pesquisa muito fácil.
Por algum motivo em Cinfães desapareceram os registos entre 1901-1910 que já tiveram previamente uploaded. Nao faço ideia porque.
O último comentário que fiz já ia longo, vou deixar aqui algumas dicas para pessoas que queiram fazer pesquisa.
Isto são coisas que percebi à medida que fui pesquisando:
– salvo erro, os registos só passaram a ter um standard em 1880, antes disso é um salve-se quem puder, cada padre escrevia como queria, mais ou menos a mesma lengalenga, mas uns incluíam bastante mais informação que outros.
– os registos de casamento são os mais úteis, há poucos casamentos por ano o que torna a pesquisa rápida e aí vão encontrar a idade com que as pessoas se estão a casar, e onde foram baptizados. Também diz o nome dos pais de ambos os nubentes assim como o nome dos avós. Os pais também vai incluir onde eles moram.
Podem usar esta informação para encontrar os registos de baptismo.
Nota: antes de 1880 a informação pode variar e ser cada vez menos à medida que vão para trás. Os padres também tinham a tendência de fazer contas estranhas à idade. Aconselhável fazerem as contas e procurarem também um ano antes e depois do ano que acham que é. Já vi coisas bem parvas.
Já vi um que se enganou na freguesia que um dos nubentes se baptizou. Acabei por ir procurar na freguesia que os pais moravam e encontrei.
– registos de baptismos: a informação que põe nas beiras não deve ser ignorada. Muitas vezes tem casamentos e óbitos. Isto inclui até o número do assento dessas certidões que pode ser util. (Acho que isto foram padres que foram actualizando os registos após 1910, visto que já não era a igreja que os fazia a partir daí)
– nos registos de baptismo também vos vai dar informação dos pais e avós.
Para os pais diz onde cada um foi baptizado e onde se Casaram. Por norma onde diz “recebido na freguesia x” é onde se Casaram.
– naquele tempo quando as pessoas se casavam tinham filhos passados 9 meses ou que. Podem sempre tentar procurar logo a certidão de casamento, se for o primeiro filho encontram facilmente, se não for também não perdem muito tempo. Há poucos casamentos por ano, dão uma vista de olhos num instante.
De momento não me consigo lembrar de mais nada, mas estas são as coisas que uso a fazer as pesquisas.
Já agora, não fiquem surpreendidos de encontrar filhos de pais incógnitos na vossa família. Na minha pelo menos encontrei bastantes com a excepção de uma das linhas ou que. Infelizmente essas linhas podem provar ser um desafio muito maior, as vezes mesmo impossível, porque o único registo que podem tentar procurar é o de baptismo do pai/mae. Esses registos são demasiado extensos, e sem um ano aproximado para procurar podem ser horas a procurar uma pessoa só sem direção.
Alguém sabe se existem registos de casamentos dos anos 60 no Alentejo online? Obrigado