
Herdou um prédio num bairro nobre de Lisboa mas viu-se embrulhada em problemas com inquilinos: vandalismo, insultos e calotes
by JOAO–RATAO

Herdou um prédio num bairro nobre de Lisboa mas viu-se embrulhada em problemas com inquilinos: vandalismo, insultos e calotes
by JOAO–RATAO
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““Entre obras, advogados e providências cautelares, praticamente tenho de tirar da minha reforma para manter os imóveis.” Maria de Jesus, proprietária de um prédio na zona da Lapa, em Lisboa tem-se deparado nos últimos anos com casos “abusivos” em vários apartamentos que herdou, alguns dos quais mantém no mercado com rendas congeladas, à volta dos 100 euros.”
“Num momento em que os contratos com rendas congeladas perfazem 16% do mercado de arrendamento nacional, segundo dados revelados num estudo apresentado no último Conselho Nacional de Habitação,”
>é frequente e que os donos dos imóveis se deparam com “a necessidade de terem de vender as casas” porque o valor de reparação dos imóveis é demasiado elevado
Então vendam para quem precisa de habitar lol, senhorios não fazem cá falta nenhuma. Quanto mais venderem mais baixa os preços para todos.
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EDIT: Acho uma piada como sempre que exponho as verdades sobre os senhorios, começo a receber upvotes e de repente uma carrada de downvotes assim de imediado. Às vezes dá a impressão que é automático / concertado.
Está gritaria constante dos senhorios é por causa de 16% dos arrendamentos? Sinceramente pensei que fossem muitos mais.
Ah bom, se não fosse numa bairro “nobre” já estaria tudo OK e era tudo aceitável.
Bem rendas congeladas de 100 euros que a preço de mercado seriam 2,000 euros é chato. Tb estaria aborrecido se tivesse no lugar da senhora que herdou. Como sou pobre e não vou herdar prédios não me chateia nada. Pimenta no cu dos outros para mim é perfume.
Já cá faltava “notícias” de encomenda. Ora vamos lá…
>Nesse processo de despejo, ao fim de cerca de dois anos de contrato, Maria de Jesus explica que só para retirar todos os pertences dos inquilinos teve de pagar cinco deslocações de carrinha a uma empresa de mudanças. Já o imóvel em si “estava tão sujo e danificado que tive de chegar a um acordo com os arrendatários seguintes – baixámos a renda e eles cobriram o valor das obras porque estávamos a falar de milhares de euros”.
Ora tinha um contrato com dois anos pelo que com certeza não era uma renda de cem euros. E depois vai alugar uma casa sem condições de habitabilidade deixando as obras a cargo do novo inquilino? lol
>Nessa casa tinha um contrato de cerca de 60 euros por mês com um casal que entretanto passou a viver também num outro imóvel na Margem Sul, onde uma das filhas morava. A situação durou “cerca de 10 anos”, até que decidiu “escrever aos inquilinos a explicar que a casa estava fechada, que só era aberta com muito pouca frequência e que por isso o imóvel estava a estragar-se”.
>O assunto ficou resolvido pouco depois dessa carta, mas Maria de Jesus viu-se novamente obrigada a fazer obras: “A cozinha vai ter de ser feita toda de novo porque ficou muito deteriorada de anos e anos sem ser cuidada, a obra ainda está a decorrer”.
A cozinha estragou-se por estar 10 anos com pouco uso? Poupem-me, aposto que a cozinha já tinha era décadas sem nenhuma renovação.
E veja-se lá, conseguiu resolver rapidamente só com uma carta! Se calhar não devia ter esperado uma década, não é?
>Maria de Jesus diz-se já “vacinada” para este tipo de situações e mais recentemente viu-se envolvida num outro problema, desta vez por causa de uma fração no mesmo prédio que era explorada como uma pastelaria. “Um dia vieram-me avisar que os donos da pastelaria tinham ido embora e, para minha surpresa, ficaram lá umas pessoas que nós não conhecíamos, chegaram a deitar uma porta abaixo.”
>Quando soube disto, Maria de Jesus lançou-se em contactos para tentar perceber quem é que estava lá a viver. “Conseguimos chegar ao nome dele, falou-se com ele e acordámos que era preciso que, já que estavam lá, pagassem a renda.” Disseram que sim, mas “acabaram por ficar lá três anos sem pagar um tostão”.
>“Avançámos com uma providência cautelar”, explica, acrescentando que mais tarde veio a indicação do tribunal de que os novos inquilinos tinham de sair. “Eles telefonaram logo a pedir desculpa, a dizer que se descontrolaram e que a partir de agora iam pagar todos os meses.” Esse dinheiro demorou cerca de um mês a ser pago e neste momento “já lá vão quase dois anos e não pagam nada, com uma agravante – o espaço está a ser usado como dormitório”. “Metemos outra providência cautelar e estamos à espera do resultado.”
História mal contada. Nenhuma providência cautelar demora 3 anos… Ficou esse tempo todo à espera? Porque é que lhes deu uma abébia outra vez? Porque mete outra providência cautelar? E com que fim? Não devia ser uma ação de despejo?
Casos destes são mato no centro de Lisboa.
Cada prédio que virem todo fodido e a cair de podre é quase garantidamente um caso destes.