Então se é pra passar tudo, e eles já sabem que passa tudo, qual o incentivo que os putos tem para aprender/estudar? É que o medo de chumbar costumava ser um bom motivador mas nem isso existe agora, ficaria surpreso se os resultados não fossem desastrosos.
Belo futuro que nos espera, vai chegar a um ponto que poucos vão pra faculdade pois não conseguem entrar (a não ser claro que os exames nacionais também virem uma “sugestão”), e os que conseguem devem desistir pelo meio pois não conseguem acompanhar as cadeiras, só uma pequena “elite” vai conseguir se formar como um engenheiro ou um médico, e se acham difícil agora arranjar pessoal para estes altos cargos, imaginem lá pra frente.
E o pior que a culpa não é so dos governantes e estas políticas de merda do “passa tudo”, os pais deveriam ter um punho firme e meter os putos na linha, mas infelizmente hoje educar um filho significa meter um tablet a frente deles para os calar e esquecer que existem.
Façam mais greves
Estes resultados são realmente maus…
“*Na disciplina de Português, apenas 14,2% dos alunos não revelaram dificuldades na “Oralidade”, na “Leitura” foram 5,2%, na “Gramática” 8,7% e na Escrita, 17,4 %.*”. Isto são percentagens mesmo muito baixas. Que as condições no ensino não são as melhores, já sabemos. Mas isto parece ir bem mais além do que as simples condições para. Eu vejo os miúdos de hoje em dia a serem elogiados pelos pais pela rapidez com que aprendem a falar, a contar e alguns a ler (em parte graças ao youtube e aos telemóveis) incluindo em múltiplos idiomas, mas parece que essas competências precoces são realmente superficiais.
> os últimos anos foram de construção retórica de uma Educação inclusiva, flexível, equitativa que conduziu a generalidade dos alunos das escolas públicas para um beco de onde é urgente que sejam retirados
Socialmente fica mal dizer isto, mas ter crianças com necessidades educativas especiais, que não falam Português ou com situações familiares muito complicadas em turmas “normais” não é bom para ninguém.
Muitos miúdos se estão a borrifar para as provas de aferição porque sabem que não contam para nada. Este modelo de aferição das aprendizagens não resulta particularmente bem.
Dito isto, o que temos aqui é também o resultado da pandemia agravada pelas sucessivas greves que o governo parece pouco interessado em resolver. O futuro de muitas crianças já está perdido, pois as bases que perdem em disciplinas como matemática e português já não são recuperáveis
>Paulo Guinote atribuiu os fracos resultados a nível nacional ao facto de os alunos já conhecerem “os vícios do modelo”. “Desde logo, sabem que estas provas não servem para absolutamente nada no seu trajeto escolar e o seu empenho é muito baixo, algo que observei de forma direta (e me foi relatado por muitos colegas) ao fazer vigilância de uma das provas do 8.º ano, durante a qual metade dos alunos pouco mais fez do que assinar o nome. Este modelo de aferição das aprendizagens é inconsequente, apenas fazendo perder tempo e recursos”
E agora, são os miúdos que ficaram mais burros ou não querem saber dos estudos, ou o sistema de ensino é que é realmente horrível?
Interessante como artigos diferentes têm pontos de vista bastante diferentes. Do artigo da TSF:
Sabem que estas provas não servem para absolutamente nada no seu trajeto escolar e o seu empenho é muito baixo”, aponta, revelando que muitos estudantes fazem pouco mais do que colocar o seu nome no teste.
Como pai de 2 crianças no ensino público, é sem surpresas.
Desde a palhaçada que se passou nos confinamentos até à bandalheira total que tem sido desde aí, só admira não ser pior.
Entretanto, quem se preocupa com o futuro dos pequenos e tem possibilidades, foge para os colégios privados ou recorre a centros de estudo. Quando chegamos ao ponto de TODOS nas turmas dos meus filhos frequentarem centros de estudo e explicações, incluindo pessoas que o fazem com extremo sacrifício financeiro, está tudo dito quanto à qualidade do ensino público e dos professores.
Estas provas de aferição devem passar a contar para avaliação, já que é isso que incentiva os alunos a levarem-nas a sério. Não pode ser só no 9o ano que se percebe se os alunos estão a ter um bom percurso relativamente aos níveis indicados.
Por outro lado, o sistema de ensino como está só vai piorar os resultados. As várias greves de professores (sem os culpar, bem sei que há muitos com razão) e a quase impossível reprovação de um aluno, que por sua vez pode atrasar os alunos que merecem passar, mais à frente, estão a ter um grande impacto na qualidade do ensino português
Na minha opinião, as provas de aferição não querem dizer nada. Eu pelo menos falo por mim, na altura em que eu fiz as provas de aferição fiz aquilo completamente a cagar, porque sabia que não contava para nota.
O estado deste país é mesmo muito deprimente infelizmente… Da saúde não é precisos falar e agora comprova-se que a educação está nas lonas (já é a segunda notícia semelhante) e no próximo ano quando sair o relatório do MAI vai-se ver como a segurança também está a piorar.
Fascinam a merda que este governo conseguiu fazer em tão pouco tempo. Que nojo. E o pessoal ainda quer votar nestes bois outra vez…
Imagina seres um ministro da educação há 8 anos, não fazeres uma única melhoria, estar sempre tudo a piorar e nas raras vezes que não tentar iludir as pessoas com propaganda que esta tudo bem, ainda tem a lata de culpa o governo do Passos Coelho…
Ainda assim, este sujeito não consegue ser o pior ministro do Costa. Incrível como ainda há gente a querer manter esta gente no governo.
Se os alunos que tenho na universidade já demonstram ser mais burros, nem quero imaginar daqui a uns anos. Acho que é aí que deixo de ensinar.
Todos os dias mais reflexos do resultado de quando o povo vota num governo que investe mais na corrupção do que na educação
Quem está nas escolas ou perto sabe muito bem qual é o problema mas há quem queira tornar o povo ainda mais burro com a filosofia do cada um é como é e faz as coisas a seu tempo.
Hoje em dia as avaliações nas escolas não fazem qualquer sentido por ordem do ministério. Ai o aluno não sabe ler? Vamos então reprova-lo pq não faz sentido enquanto não adquirir essas competências certo? Naaaaao… o professor é que tem de fazer um teste que se adequa às dificuldades do menino, então teste oral apenas, ninguém reprova é uma vergonha. As próximas gerações vão destruir o resto da miséria de país que temos.
Depois vêm provas do mundo real de pessoas que por muito que façam provas diferentes para esses meninos com mais dificuldades não os conhecem e são provas gerais e é isto. Chegam ao mundo do trabalho e é um desastre
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Então se é pra passar tudo, e eles já sabem que passa tudo, qual o incentivo que os putos tem para aprender/estudar? É que o medo de chumbar costumava ser um bom motivador mas nem isso existe agora, ficaria surpreso se os resultados não fossem desastrosos.
Belo futuro que nos espera, vai chegar a um ponto que poucos vão pra faculdade pois não conseguem entrar (a não ser claro que os exames nacionais também virem uma “sugestão”), e os que conseguem devem desistir pelo meio pois não conseguem acompanhar as cadeiras, só uma pequena “elite” vai conseguir se formar como um engenheiro ou um médico, e se acham difícil agora arranjar pessoal para estes altos cargos, imaginem lá pra frente.
E o pior que a culpa não é so dos governantes e estas políticas de merda do “passa tudo”, os pais deveriam ter um punho firme e meter os putos na linha, mas infelizmente hoje educar um filho significa meter um tablet a frente deles para os calar e esquecer que existem.
Façam mais greves
Estes resultados são realmente maus…
“*Na disciplina de Português, apenas 14,2% dos alunos não revelaram dificuldades na “Oralidade”, na “Leitura” foram 5,2%, na “Gramática” 8,7% e na Escrita, 17,4 %.*”. Isto são percentagens mesmo muito baixas. Que as condições no ensino não são as melhores, já sabemos. Mas isto parece ir bem mais além do que as simples condições para. Eu vejo os miúdos de hoje em dia a serem elogiados pelos pais pela rapidez com que aprendem a falar, a contar e alguns a ler (em parte graças ao youtube e aos telemóveis) incluindo em múltiplos idiomas, mas parece que essas competências precoces são realmente superficiais.
> os últimos anos foram de construção retórica de uma Educação inclusiva, flexível, equitativa que conduziu a generalidade dos alunos das escolas públicas para um beco de onde é urgente que sejam retirados
Socialmente fica mal dizer isto, mas ter crianças com necessidades educativas especiais, que não falam Português ou com situações familiares muito complicadas em turmas “normais” não é bom para ninguém.
Muitos miúdos se estão a borrifar para as provas de aferição porque sabem que não contam para nada. Este modelo de aferição das aprendizagens não resulta particularmente bem.
Dito isto, o que temos aqui é também o resultado da pandemia agravada pelas sucessivas greves que o governo parece pouco interessado em resolver. O futuro de muitas crianças já está perdido, pois as bases que perdem em disciplinas como matemática e português já não são recuperáveis
>Paulo Guinote atribuiu os fracos resultados a nível nacional ao facto de os alunos já conhecerem “os vícios do modelo”. “Desde logo, sabem que estas provas não servem para absolutamente nada no seu trajeto escolar e o seu empenho é muito baixo, algo que observei de forma direta (e me foi relatado por muitos colegas) ao fazer vigilância de uma das provas do 8.º ano, durante a qual metade dos alunos pouco mais fez do que assinar o nome. Este modelo de aferição das aprendizagens é inconsequente, apenas fazendo perder tempo e recursos”
E agora, são os miúdos que ficaram mais burros ou não querem saber dos estudos, ou o sistema de ensino é que é realmente horrível?
Interessante como artigos diferentes têm pontos de vista bastante diferentes. Do artigo da TSF:
Sabem que estas provas não servem para absolutamente nada no seu trajeto escolar e o seu empenho é muito baixo”, aponta, revelando que muitos estudantes fazem pouco mais do que colocar o seu nome no teste.
https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/resultados-desastrosos-nas-provas-de-afericao-alunos-saem-que-nao-servem-para-nada-17561387.html
Como pai de 2 crianças no ensino público, é sem surpresas.
Desde a palhaçada que se passou nos confinamentos até à bandalheira total que tem sido desde aí, só admira não ser pior.
Entretanto, quem se preocupa com o futuro dos pequenos e tem possibilidades, foge para os colégios privados ou recorre a centros de estudo. Quando chegamos ao ponto de TODOS nas turmas dos meus filhos frequentarem centros de estudo e explicações, incluindo pessoas que o fazem com extremo sacrifício financeiro, está tudo dito quanto à qualidade do ensino público e dos professores.
Estas provas de aferição devem passar a contar para avaliação, já que é isso que incentiva os alunos a levarem-nas a sério. Não pode ser só no 9o ano que se percebe se os alunos estão a ter um bom percurso relativamente aos níveis indicados.
Por outro lado, o sistema de ensino como está só vai piorar os resultados. As várias greves de professores (sem os culpar, bem sei que há muitos com razão) e a quase impossível reprovação de um aluno, que por sua vez pode atrasar os alunos que merecem passar, mais à frente, estão a ter um grande impacto na qualidade do ensino português
Na minha opinião, as provas de aferição não querem dizer nada. Eu pelo menos falo por mim, na altura em que eu fiz as provas de aferição fiz aquilo completamente a cagar, porque sabia que não contava para nota.
O estado deste país é mesmo muito deprimente infelizmente… Da saúde não é precisos falar e agora comprova-se que a educação está nas lonas (já é a segunda notícia semelhante) e no próximo ano quando sair o relatório do MAI vai-se ver como a segurança também está a piorar.
Fascinam a merda que este governo conseguiu fazer em tão pouco tempo. Que nojo. E o pessoal ainda quer votar nestes bois outra vez…
Imagina seres um ministro da educação há 8 anos, não fazeres uma única melhoria, estar sempre tudo a piorar e nas raras vezes que não tentar iludir as pessoas com propaganda que esta tudo bem, ainda tem a lata de culpa o governo do Passos Coelho…
Ainda assim, este sujeito não consegue ser o pior ministro do Costa. Incrível como ainda há gente a querer manter esta gente no governo.
Se os alunos que tenho na universidade já demonstram ser mais burros, nem quero imaginar daqui a uns anos. Acho que é aí que deixo de ensinar.
Todos os dias mais reflexos do resultado de quando o povo vota num governo que investe mais na corrupção do que na educação
Quem está nas escolas ou perto sabe muito bem qual é o problema mas há quem queira tornar o povo ainda mais burro com a filosofia do cada um é como é e faz as coisas a seu tempo.
Hoje em dia as avaliações nas escolas não fazem qualquer sentido por ordem do ministério. Ai o aluno não sabe ler? Vamos então reprova-lo pq não faz sentido enquanto não adquirir essas competências certo? Naaaaao… o professor é que tem de fazer um teste que se adequa às dificuldades do menino, então teste oral apenas, ninguém reprova é uma vergonha. As próximas gerações vão destruir o resto da miséria de país que temos.
Depois vêm provas do mundo real de pessoas que por muito que façam provas diferentes para esses meninos com mais dificuldades não os conhecem e são provas gerais e é isto. Chegam ao mundo do trabalho e é um desastre