
Ao fim de praticamente dois meses de angústia, humilhação e destruição, deixo o meu relato sobre o que vai acontecendo dentro das quatro paredes da Ordem dos Advogados, terminando com uma perspetiva sobre a ordem profissional que, inocentemente ou não, permanece um ninho de pequenos poderes que crescem para além dos seus limites legais e constitucionais.
Independentemente dos incentivos e desincentivos que recebi para me levantar contra a ordem mais poderosa do país, saber que o faço no âmbito da minha liberdade de expressão é o suficiente para avançar, mas saber que o faço no cumprimento do dever democrático de expor, reagir e tentar impedir que mais pessoas passem pelas mesmas situações, dá-me força e confiança mais do que suficiente para vos pedir que partilhem.
[https://observador.pt/opiniao/mas-os-tribunais-sao-os-tribunais-a-ordem-e-a-ordem/](https://observador.pt/opiniao/mas-os-tribunais-sao-os-tribunais-a-ordem-e-a-ordem/)
6 comments
Para quem conhece o meio, nada disto surpreende. Se houvesse falta de advogados, nada disto era assim… infelizmente, é mais uma factura que as novas gerações de qualificados têm de suportar.
[deleted]
“…pequenos poderes que crescem para além dos seus limites legais e constitucionais….” Assumo que é o que acontece em estados com o nível de corrupção e nepotismo como o nosso.
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O triste é isto se saber e nada se fazer.
Change my Mind: a OA devia ser extinta amanhã
*Ordem mais poderosa do país…*
Tem mas é lá juizinho. Nem à própria casa conseguem dar alguma ordem fará algum tipo de poder. Deves ter feito confusão com aquela outra ordem que fica para os lados da Avenida Almirante Gago Coutinho, com profissionais que podem acumular funções de serviço público e privado cujos membros têm mais regalias do que alguns advogados sequer algum dia sonham vir a ter.
deixa ver se eu percebi, não estão a aceitar inscrição na ordem de documentação assinada digitalmente só porque sim.
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denoto um padrão nas profissões que têm percursos de certa forma “lineares” que envolvem ordens e coisas do género que é que parece que a praxe nunca acabou, formados vão trabalhar, ou para os estágios/internatos, e mantém-se aquela interação hierárquica que se vê dos caloiros com os doutores só que aplicada à realidade. Como se a versão praxística não fosse parva o suficiente este ambiente é mantido pois os mais velhos acham-se no direito de menosprezar os mais novos porque sim e os mais novos abaixam as orelhas porque acham que é suposto.
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por fim há sempre a típica necessidade de impor respeito invés de se darem ao respeito, porque infelizmente a sua capacidade não permite mais.
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enfim, fica a minha solidariedade com quem tem de passar por isso.