O preço do azeite está pela hora da morte – mas o seu negócio está nos melhores dias da vida. E esta é uma história de agricultores que se tornaram empresários, numa terra onde mesmo quando não chove não falta água.
Usem óleo vegetal ou margarina vaqueiro.
Agora a sério , o estado devia limitar a venda para exportação como faz com os medicamentos. Só seria permitido vender após determinados rácios nacionais serem cumpridos.
Muitos países evoluídos europeus fazem o mesmo com muitos produtos na hora da escassez.
O que não contam é que mesmo com esse aumento o salário que alguns lagares pagam no Alentejo é vergonhoso… exploração de horas extras mal pagas… posso contar onde já tive e o que me ofereceram noutros…o que não contam é que a maioria dos olivais já é de espanhóis, sendo que depois é enviado a granel para embalar em Espanha ( logo aqui perdes dinheiro em forte)
Mal posso esperar pelos dias que ai vêm.
Os velhos hoje dizem “no meu tempo era uma sardinha para 15!”
Os velhos daqui a 60 anos dizem “no meu tempo o azeite não era misturado com água e oleo para render mais e as coisas não eram racionadas!”
Pelo caminho que as coisas estão a levar, no futuro vai-se falar da abundância com nostalgia.
Pahhhhh. Meus caros, o azeite não se mistura com a água, cambada de incultos……
Há mistura sim com os óleos vegetais….
Eu vejo isto como uma oportunidade para as pessoas aprenderem a cozinhar com menos gordura e usarem mais variedade. Nós fizé-mo-lo há uns anos atrás e agora rio-me do preço do azeite. Por mim podia subir para 10 vezes mais.
Reportagem muito interessante.
Do assunto só tenho a esperar que quando a abundância venha (ou o mau clima), estes mesmos produtores não venham pedir subsídio disto e daquilo. É justo que tenham estes lucros mas que lidem também com os prejuízos.
Se bem que tem o seu que de interessante que todos os portugueses pagaram o Alqueva mas agora só alguns beneficiem destes lucros só possíveis graças a ele. E que se aproveitem de todos nós que pagamos o alqueva para nos xular agora.
É realmente complicado pensar que o “capitalismo” simples possa ser o melhor sistema para isto tudo
O segredo está na água, refere-se à chuva. O problema inicial ocorreu devido à seca.
Obrigado pela partilha. Aqui acho que tocamos num ponto essencial da conversa sobre a gestão dos recursos hídricos em Portugal.
Os agricultores são o maior consumidor de água em Portugal, são beneficiários de grandes investimentos públicos (Alqueva é um exemplo mas não só) para os quais nada contribuem — pagam quantias miseráveis pela água recebida quando pagam.
Num contexto de seca prolongada, qual é a estratégia a adoptar? Retomando o artigo, diz-se e muito bem que a oliveira é uma cultura de sequeiro portanto perfeitamente adaptada ao meio, mas que se conseguem rendimentos muito superiores hoje em dia graças à irrigação. Diz-se ainda que se prevê aumentar a produção nos anos vindouros.
Ora bem os rendimentos na agricultura têm aumentado exponencialmente, e apesar de baixar em volume o sector representa perto de 1,7% do PIB. Mas consome 75% dum recurso natural escasso, a um preço altamente subvencionado e ainda recorre a furos ilegais (isto sem falar das outras ajudas para o sector e emprego de mão de obra ilegal).
A minha questão é simples: não deverão estes senhores começar a pagar a água que consomem ao custo real?
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O preço do azeite está pela hora da morte – mas o seu negócio está nos melhores dias da vida. E esta é uma história de agricultores que se tornaram empresários, numa terra onde mesmo quando não chove não falta água.
Usem óleo vegetal ou margarina vaqueiro.
Agora a sério , o estado devia limitar a venda para exportação como faz com os medicamentos. Só seria permitido vender após determinados rácios nacionais serem cumpridos.
Muitos países evoluídos europeus fazem o mesmo com muitos produtos na hora da escassez.
O que não contam é que mesmo com esse aumento o salário que alguns lagares pagam no Alentejo é vergonhoso… exploração de horas extras mal pagas… posso contar onde já tive e o que me ofereceram noutros…o que não contam é que a maioria dos olivais já é de espanhóis, sendo que depois é enviado a granel para embalar em Espanha ( logo aqui perdes dinheiro em forte)
Mal posso esperar pelos dias que ai vêm.
Os velhos hoje dizem “no meu tempo era uma sardinha para 15!”
Os velhos daqui a 60 anos dizem “no meu tempo o azeite não era misturado com água e oleo para render mais e as coisas não eram racionadas!”
Pelo caminho que as coisas estão a levar, no futuro vai-se falar da abundância com nostalgia.
Pahhhhh. Meus caros, o azeite não se mistura com a água, cambada de incultos……
Há mistura sim com os óleos vegetais….
Eu vejo isto como uma oportunidade para as pessoas aprenderem a cozinhar com menos gordura e usarem mais variedade. Nós fizé-mo-lo há uns anos atrás e agora rio-me do preço do azeite. Por mim podia subir para 10 vezes mais.
Reportagem muito interessante.
Do assunto só tenho a esperar que quando a abundância venha (ou o mau clima), estes mesmos produtores não venham pedir subsídio disto e daquilo. É justo que tenham estes lucros mas que lidem também com os prejuízos.
Se bem que tem o seu que de interessante que todos os portugueses pagaram o Alqueva mas agora só alguns beneficiem destes lucros só possíveis graças a ele. E que se aproveitem de todos nós que pagamos o alqueva para nos xular agora.
É realmente complicado pensar que o “capitalismo” simples possa ser o melhor sistema para isto tudo
O segredo está na água, refere-se à chuva. O problema inicial ocorreu devido à seca.
Obrigado pela partilha. Aqui acho que tocamos num ponto essencial da conversa sobre a gestão dos recursos hídricos em Portugal.
Os agricultores são o maior consumidor de água em Portugal, são beneficiários de grandes investimentos públicos (Alqueva é um exemplo mas não só) para os quais nada contribuem — pagam quantias miseráveis pela água recebida quando pagam.
Num contexto de seca prolongada, qual é a estratégia a adoptar? Retomando o artigo, diz-se e muito bem que a oliveira é uma cultura de sequeiro portanto perfeitamente adaptada ao meio, mas que se conseguem rendimentos muito superiores hoje em dia graças à irrigação. Diz-se ainda que se prevê aumentar a produção nos anos vindouros.
Ora bem os rendimentos na agricultura têm aumentado exponencialmente, e apesar de baixar em volume o sector representa perto de 1,7% do PIB. Mas consome 75% dum recurso natural escasso, a um preço altamente subvencionado e ainda recorre a furos ilegais (isto sem falar das outras ajudas para o sector e emprego de mão de obra ilegal).
A minha questão é simples: não deverão estes senhores começar a pagar a água que consomem ao custo real?