Fernando Medina faz operação especial para deixar a dívida abaixo de 100%

by rickz123456

12 comments
  1. Apesar de feita à custa dos serviços públicos (e não devia) mas não deixa de ser positivo ter a dívida pública abaixo de 100% 2 anos antes do prazo

  2. Quem diria… este homem a fazer coisas boas para o país. Não esperava muito, mas ainda bem que estava enganado.

  3. O plano era austeridade e contas certas e depois muita “generosidade” em 2025 numa longa campanha de propaganda para as eleições em 2026.
    Costa planeava que fosse Medina a suceder-lhe.

    Queda do governo baralhou tudo. Ficou a austeridade.
    Ainda reverteram coisas à pressa e em contradição.

    Esta gente não presta, nunca em momento algum pensaram no país, apenas na melhor forma de se manterem no poder.

    Agora Medina quer sair “bonito” na foto “financeira”, o que lhe resta. Não teve tempo nem espaço de se candidatar à liderança pois a estratégia abortou precocemente e o PNS já estava em plena corrida há uns meses.

  4. “DE ONDE VEM O DINHEIRO?
    A grande pergunta que se coloca é como conseguiu o Governo o dinheiro para fazer esta operação no final do ano? Ao que o Expresso apurou, houve uma confluência de fatores que contribuíram para os resultados.
    Chegados a dezembro, Medina deparou-se com mais dinheiro nos cofres do Estado do que aqueles que tinha previsto, porque, em primeiro lugar, o excedente orçamental deverá ser superior aos 0,8% que o Governo tinha previsto em outubro. O Banco de Portugal já estimava, em novembro, que poderia ser de 1,1%, mas este pode ainda ter sido superior e chegado a 1,2% ou mesmo a 1,3% do PIB. Por isso, para fazer esta operação, Medina não precisou de mexer no excedente que tinha previsto, bastava-lhe usar o que tinha a mais.
    Em segundo lugar, houve um excesso de liquidez por causa da compra de Certificados de Aforro ao longo do ano, que, mesmo com cancelamentos de emissões de dívida pública, não foi corrigida. Ou seja, o Governo chegou ao final do ano com liquidez com que não contava e numa dimensão de tal modo substancial que foi preciso fazer os pagamentos em larga escala.
    O financiamento do Estado com Certificados de Aforro, apesar das mudanças nas séries a meio do ano que levaram a um decréscimo do interesse neste produto financeiro, chegou a novembro em 10,4 mil milhões de euros. No ano passado foi pouco mais de 4 mil milhões de euros.
    Acresce ainda um terceiro fator a ajudar as contas públicas. Mesmo antes de o ano virar, Bruxelas deu luz verde para o desembolso da terceira tranche do Plano de Recuperação e Resiliência, no valor de 2,46 mil milhões de euros. Os cofres estavam cheios e o ministro das Finanças usou-os para pagar dívida.
    Este fim-de-semana, os cofres cheios e as contas certas serão, certamente, um dos assuntos na tribuna do Congresso do PS, onde Medina vai marcar presença.”

  5. Que ótimo e importante debate que vamos poder nesta campanha eleitoral! O que fazer com o excedente de 0.8%? A % dívida é para manter ou continuar a diminuir? Regressar aos défices ou não?

    Tenho a certeza que tudo isto será um tema central da campanha! /s

  6. É uma boa forma de deixar subentendido que o próximo na linha deve manter a dívida abaixo dos 100%, ou vai ficar com esse estigma.

    De resto, seria muito bom que os próximos governos continuassem a redução da divida pública. Só este objectivo garantirá um futuro melhor para os nossos filhos e com menos sacrifícios

  7. Essa “operação especial” vai também durar três dias ou…

  8. Bué fixe, muito bom e digo isto sem um pingo de ironia.

    Mas agora, como é que isso vai ajudar a população?

  9. Daqui a nada vão vangloriar-se da elevada mortalidade dos últimos meses por fazer aumentar o PIB per capita.

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