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Durante o encontro, Luís Montenegro manifestou a disponibilidade de Portugal produzir drones recorrendo a tecnologia e conhecimento científico ucraniano, sublinhando que ambos os países se encontram na vanguarda do desenvolvimento de veículos não tripulados.

Paralelamente, Portugal comprometeu-se a participar em missões de manutenção de paz na Ucrânia após o fim do conflito com a Rússia. Segundo o primeiro-ministro, a participação das Forças Armadas portuguesas está, para já, limitada a meios marítimos e aéreos, não estando previsto qualquer empenhamento terrestre.

Montenegro explicou que o contributo português seguirá o modelo já aplicado noutros países no âmbito da União Europeia e da NATO, em missões de paz, dissuasão e segurança, acrescentando que futuras opções dependerão da evolução do contexto internacional.

O chefe do Governo sublinhou ainda que o acordo na área dos drones representa uma cooperação estratégica relevante, tanto do ponto de vista tecnológico como industrial, reforçando a parceria entre Portugal e a Ucrânia num sector considerado de ponta à escala global.