A tensão entre Rúben Amorim e a estrutura do futebol do Manchester United cresceu nas últimas semanas. A Sky Sports avança que o técnico luso e cúpula diretiva dos red devils estão em «desacordo», tanto em relação à abordagem no mercado de transferências de janeiro, como na gestão do plantel.

A mesma fonte destaca a diferença de visão entre o técnico luso, que tem pressionado para receber reforços tendo em vista a luta pela qualificação para a UEFA Champions League, e a estrutura dos red devils, mais inclinada para uma estratégia a longo prazo, de desenvolvimento de talento. Rúben Amorim estará insatisfeito face ao esforço da direção para reforçar o plantel já em janeiro.

O regresso de Bryan Mbeumo, Amad Diallo e Mazraoui da CAN é encarado pelas duas partes como uma forma de potenciar o rendimento de uma equipa que soma uma vitória nas últimas cinco jornadas.

As divergências em relação ao sistema tático utilizado também são citadas, face ao pulso firme de Rúben Amorim em relação à utilização do 3x4x3 como modelo preferencial.

O jornalista Ben Jacobs, da Talksport, reitera a tensão crescente entre Amorim e a estrutura do futebol do United, com destaque para Jason Wilcox, e coloca, inclusive, a continuidade do técnico luso em causa a longo prazo. A mesma fonte avança que o dirigente teria o apoio de Omar Berrada, CEO do clube.

O técnico luso terá sido a favor da contratação de Ollie Watkins, do Aston Villa, no verão, ao invés de Benjamin Sesko.

Rúben Amorim perdeu as estribeiras no final do empate do Manchester United na casa do Leeds, tendo frisado que foi contratado para ser «manager» e não «treinador principal». «Assim será durante 18 meses, ou quando a direção decidir mudar. Esse foi o meu ponto, quero acabar assim. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até vir outro para me substituir», afirmou o técnico que tem contrato até ao final da temporada 2026/27. As declarações do técnico luso não terão caído bem no seio da estrutura dos red devils.