Qual foi a dinastia mais importante para Portugal e a mais aburguesada? A Dinastia de Avis ou Dinastia de Bragança?


Emanuelhlq

8 comments
  1. Não me parece haver debate possível numa situação em que, por muitos contra-factuais que façamos, a resposta vai sempre dar ao mesmo: não teria existido Dinastia de Bragança sem a Dinastia de Avis.

    Sem o desfecho da crise de 1383-1385, Portugal podia nem sequer existir e, hoje em dia, ser estudado como mais um dos reinos peninsulares do tempo medieval. O desfecho desse período tem de se considerar como um dos três momentos fundamentais da História de Portugal, dê por onde der. É um momento em que a ideia de nacionalidade a ideia de que Portugal era uma coisa diferente e com uma identidade própria se cristaliza.

    Em 1640, a Dinastia de Bragança recupera a Coroa. Mas o Reino de Portugal nunca desapareceu. E nunca desapareceu porque houve uma Dinastia, antes dessa, que cristalizou a ideia de nacionalidade e de identidade própria.

  2. Verdadeiramente, são todos da mesma dinastia, pois todos descendem da dinastia de Borgonha por filhos ilegítimos. O fundador dos Bragança era filho ilegítimo de D. João I, e D. João I era filho ilegítimo de D. Pedro.

    Mas, ok… a dinastia de Avis foi, sem dúvida, a melhor. Tive um professor de História que dizia que eles foram os melhores governantes que Portugal teve em toda a sua existência. E mesmo os que não foram monarcas, como o Infante D. Henrique, tinham visão foram tao importantes ou mais que o monarca em alguns casos…

    E, como Camões disse sobre os filhos de D. João, eram a ínclita geração.

  3. Avis salvaram a nacionalidade e lançaram o país ao mundo.
    O primeiro Bragança restaurou a nacionalidade mas a restante dinastia atirou Portugal para o abismo.

  4. Na minha opinião, Avis foi a mais importante no sentido de estabelecer um empreendimento (Império Ultramarino) que durou séculos.
    Por outro lado, também foi a que cometeu os erros mais graves, nomeadamente na questão dos casamentos.
    Podia ter procurado rainhas inglesas ou francesas com mais frequência para evitar a porcaria da consanguinidade, que matou mais herdeiros ao trono do que as doenças, os acidentes e os assassinatos juntos.

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