
Confrontado com a questão de se a rede portuguesa é demasiado frágil, o presidente da E-Redes explicou que “nenhuma rede aérea é dimensionada para suportar uma queda de uma árvore de largo porte, ou de outras infraestruturas, em cima dessas mesmas linhas e postes”. Isto quer em Portugal ou em qualquer outro país. “Não há aqui uma fragilidade da rede”, rematou.
Contudo, Ferrari reconhece que o país tem uma fatia maior de rede aérea do que alguns países europeus, por oposição a redes subterrâneas. Ressalvou, ainda assim, que as redes subterrâneas acarretam um investimento superior.
Neste sentido, há dois fatores a ter em conta. Por um lado, que estes eventos climatéricos são cada vez mais frequentes. Por outro, que já está aprovado um “investimento muito significativo na rede”, e que tem de se fazer investimento não só na modernização da mesma como na sua expansão, para dar resposta à transição energética.
Assim, “temos de balancear aquilo que é a parte de investimentos que queremos dedicar a enterramento de linhas“, diz Ferrari, que entende que não se pode mudar “totalmente” a abordagem de um momento para o outro, mas que, “nalguns casos”, pode ser “aconselhável” substituir a linha aérea por linha subterrânea.
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SantoInverno
4 comments
Concordo Sr. Ferrari, é melhor ficar os cabos a passar pelo ar como vemos nas favelas 😅
Vou traduzir a frase do Sr Ferrari: “temos que avaliar como aumentar os preços, garantido que investimos o mínimo possível em redes subterrâneas”
já ouço há 15 anos que tem que se investir na rede para a transição energética, este país é sempre a mesma mrda no que toca ao planeamento, é o mesmo com os fogos, “é preciso fazer isto, fazer aquilo e aqueloutro”, mas nunca se faz nada até sermos apanhados com as calças na mão, pqp não é por falta de aviso, mas deixa-se andar. Ainda agora, por exemplo, podia estar-se a discutir um plano para impedir propagação de fogos neste verão que se avisinha, apanhar os otários que chagam lume, patrulhar, limpar, etc, mas não, vai-se deixar andar e quando estivermos a meio de agosto vai andar tudo a chorar que não se fez nada, e para o ano repete-se a mesma mrda até a nossa floresta ter ardido toda, a biodiversidade tenha ido com o crl, enfim
Por acaso no Japão onde têm muitos desastres continuam a ter muita da rede elétrica, comunicações,etc por via área por questões históricas, mas também porque apesar de ser mais vulnerável também é de mais fácil reparação.
Era preciso era terem a qualidade de serviço de reparação dos japoneses que no dia a seguir já está tudo a funcionar.