Leiam o que quiserem, desde que leiam. Esta frase, que se ouvia a propósito dos fracos hábitos de leitura dos portugueses, teve um twist durante a Guerra Fria. Lessem os cidadãos do Bloco de Leste o que quisessem, desde que não fosse apenas a vulgata marxista que lhes ofereciam. Assim pensaram algumas cabeças da CIA, e se pensaram melhor o fizeram. A partir de meados dos anos 1950 e até 1991, um departamento discretamente alojado num 14º andar em Park Avenue, Manhattan, manteve um fluxo constante de material escrito que era clandestinamente enviado para lá da Cortina de Ferro.
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