Falta de vitamina B12 pode parecer Alzheimer e confundir diagnóstico

Deficiência silenciosa atinge até 40% dos idosos e provoca danos neurológicos graves (Foto: Banco de imagens)

A carência de vitamina B12, muitas vezes ignorada, pode afetar até 40% dos idosos e gerar sintomas semelhantes ao Alzheimer, segundo especialistas. O problema é silencioso e pode causar sequelas irreversíveis.

Continua depois da publicidade

Pesquisas indicam que a falta da vitamina vai além da memória: ela impacta equilíbrio, humor e até a sensibilidade do corpo, confundindo médicos e atrasando o diagnóstico correto.

Um dos grandes riscos é a demora em identificar o problema. Sem sinais específicos, a deficiência pode avançar por anos e só ser percebida quando já trouxe complicações neurológicas sérias.

Sintomas que confundem os médicos

Cansaço constante, esquecimentos frequentes e até quadros de depressão estão entre os sinais ligados à falta de vitamina B12. Em idosos, essas manifestações podem se misturar com sintomas clássicos do Alzheimer.

Continua depois da publicidade

Além das alterações cognitivas, o quadro pode trazer perda de equilíbrio, dificuldade de coordenação motora e formigamentos. Por serem pouco específicos, esses sintomas dificultam o diagnóstico precoce.

De acordo com pesquisas, quando não tratada a tempo, a carência da vitamina pode evoluir para demência, reforçando a importância de diferenciar os dois problemas antes de se pensar em um tratamento neurológico.

Porque os idosos são mais vulneráveis

A absorção da vitamina B12 depende de um processo complexo no organismo, que nem sempre funciona bem com o passar dos anos. Isso explica por que pessoas acima de 60 anos estão no grupo de maior risco.

Continua depois da publicidade

O Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia alerta que a ausência dessa vitamina pode atingir até 40% dos idosos. Entre os fatores estão alimentação desequilibrada, doenças crônicas e uso de remédios.

Até mesmo quem consome carnes, peixes, ovos e laticínios pode apresentar níveis baixos, já que o corpo pode falhar na absorção. Em alguns casos, apenas a suplementação consegue restaurar os níveis adequados.

Tratamento e prevenção possíveis

O acompanhamento médico é fundamental para identificar a deficiência. Exames específicos ajudam a medir a quantidade de vitamina no organismo e evitar que ela provoque danos neurológicos irreversíveis.

Continua depois da publicidade

Quando há necessidade, a reposição pode ser feita por injeções ou por comprimidos sublinguais. Essa última opção é considerada tão eficaz quanto a intramuscular, mas é indolor e de absorção rápida.

A boa notícia é que, com diagnóstico precoce, o tratamento evita complicações sérias. Mais do que combater sintomas, ele devolve qualidade de vida e afasta confusões com doenças como o Alzheimer.

Dia do Pão: o pão nosso com ovo de cada dia é uma opção saudável?