Lewis Hamilton deixou o Grande Prémio da Cidade do México profundamente desconte e crítico em relação à decisão dos comissários de lhe aplicarem uma penalização de 10 segundos por sair de pista e regressar ganhando vantagem, numa disputa com Max Verstappen. A sanção fez o britânico cair da luta pelo pódio para o oitavo lugar final, reacendendo o debate sobre a consistência das decisões de na Fórmula 1, tema também sublinhado pelo diretor da Ferrari, Frédéric Vasseur.
A penalização surgiu após Hamilton ter bloqueado as rodas ao travar para a Curva 4, durante uma luta direta com Verstappen, saindo temporariamente de pista e regressando à frente do rival. Os comissários reconheceram que o piloto da Ferrari excedeu a velocidade ao tentar seguir o percurso estipulado de regresso à pista, mas concluíram que este manteve uma vantagem indevida ao não devolver a posição, aplicando a penalização de 10 segundos.
Mexico doesn’t do quiet weekends 🇲🇽 pic.twitter.com/dor3aZhcv3
— Scuderia Ferrari HP (@ScuderiaFerrari) October 27, 2025
A decisão foi alvo de críticas, não apenas por parte de Hamilton, mas também de Vasseur, que considerou o castigo excessivo quando comparado com outras situações semelhantes ocorridas na mesma corrida, incluindo uma saída de pista de Verstappen que não mereceu qualquer ação disciplinar. Para a Ferrari, a penalização alterou substancialmente o desfecho da prova, impedindo um resultado sólido entre os primeiros cinco classificados.
Lewis draws the positives from a Mexico City Grand Prix which didn’t quite go his way 🗣️👇#F1 #MexicoGP pic.twitter.com/UQI9sbO2BA
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Hamilton mostrou-se incrédulo com a decisão, sublinhando a falta de coerência:
“Tive um grande arranque. Estávamos a travar para a Curva 1, continuei pela Curva 2 e 3, e não saí de pista. Outros cortaram a chicane, mantiveram a posição e não receberam penalização. É de loucos.”
Para mim, foi uma boa luta. Mas ele [Verstappen] corta a pista e acaba por não ser penalizado, e eu sou o único que recebe uma penalização.”
Hamilton explicou ainda o momento da saída de pista:
“Travei demasiado, danifiquei o pneu dianteiro, tentei entrar na via de regresso, mas é provavelmente o sítio com mais poeira do mundo. Depois o carro seguiu pelo relvado e acabei por regressar pela saída, mas era a via de retorno. Não sei realmente o que esperar daqui em diante, mas vou continuar a tentar. Amanhã acordo, treino, preparo-me. Não posso deixar que aqueles que não estão necessariamente a ajudar me impeçam de seguir em frente.”
Frédéric Vasseur também contestou duramente a decisão dos comissários:
“A penalização foi muito, muito dura. Isto custou-nos o quarto lugar. Uma coisa é aplicar uma penalização, porque não seguimos as notas do diretor de corrida. Mas 10 segundos? Não me lembro da última vez que alguém recebeu 10 segundos.”
“Se considerarmos o contexto geral, o Max cortou a chicane antes, foi pela relva durante 100 metros. Acho que a situação não foi bem gerida.”
“No México, quando se cai para o fim do grupo, é praticamente impossível recuperar. Isso mudou completamente a corrida. Com cinco segundos ainda teríamos ficado em quarto. Com 10 segundos perdemos tudo.”