Duas das cinco pessoas detidas nesta semana pelo roubo no Museu do Louvre foram formalmente acusadas neste sábado, e uma delas foi presa, enquanto outras três foram libertadas, informaram à AFP fontes próximas à investigação. Uma mulher de 38 anos foi acusada de participação em um roubo cometido por uma quadrilha organizada e de associação criminosa. As peças, avaliadas em 88 milhões de euros, seguem desaparecidas.
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No mês passado, ladrões armados com ferramentas elétricas invadiram o Louvre — o museu de arte mais visitado do mundo — em plena luz do dia, levando apenas sete minutos para roubar joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões. Ao todo, sete suspeitos foram detidos em relação ao assalto, e vários deles compareceram neste sábado diante de juízes em um tribunal de Paris.
Outras duas pessoas também foram libertadas, segundo informaram neste sábado fontes policiais, enquanto duas foram formalmente acusadas.
A suspeita, que vive em La Courneuve, nos arredores da capital francesa, deverá comparecer ainda neste sábado diante de um juiz, que decidirá se manterá ou não sua detenção, conforme pedido apresentado pela Promotoria.
Cinco dos suspeitos haviam sido presos no início desta semana, incluindo o homem que acabou sendo libertado posteriormente. Dois primeiros suspeitos foram presos no último sábado (25): um deles estava no aeroporto de Paris, prestes a embarcar para a Argélia, e o outro circulava pela região metropolitana. Ambos confessaram parcialmente o crime, segundo a procuradora de Paris, Laure Beccuau, em declaração feita na última quarta-feira (29).
Na noite da última quarta-feira, mais cinco novos suspeitos foram presos, informação confirmada pela promotora à Agence France-Presse (AFP). Ainda há poucos detalhes sobre esses novos detidos.
Quem são os suspeitos pelo roubo no Louvre?
Da dupla presa no sábado, o primeiro suspeito, de 34 anos e nascido na Argélia, foi identificado por meio de DNA encontrado em uma das motos usadas na fuga. Ele já tinha anotações criminais por infrações de trânsito.
O segundo suspeito, francês de 39 anos, nascido em Aubervilliers, subúrbio de Paris, é motorista de táxi ilegal e entregador. Ele também possui antecedente criminal por roubo qualificado. As autoridades encontraram seu DNA em um pedaço de vidro quebrado de uma das vitrines de onde as joias foram levadas.
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Joias seguem desaparecidas
Mais de 150 amostras de DNA, impressões digitais e outros vestígios foram coletadas no local. O crime continua mobilizando as autoridades francesas na busca pelos suspeitos que fugiram com oito peças avaliadas em cerca de €88 milhões.
Apesar do avanço nas investigações, as joias roubadas ainda não foram recuperadas. A procuradora Laure Beccuau afirmou manter “uma pequena esperança” de que as pedras sejam encontradas intactas antes que sejam retiradas ou os metais derretidos.
— Quero ser otimista. A ampla cobertura midiática talvez impeça que os ladrões mexam nas peças — declarou Beccuau.