Uma nova semana está aí e não há boas notícias para os condutores: tanto o preço da gasolina como o do gasóleo vai aumentar, de acordo com as previsões do Automóvel Club de Portugal (ACP).

Esta estimativa foi conhecida na sexta-feira e indica que, apesar de a subida de preço acontecer em ambos os combustíveis, há um que se destaca.

Segundo o ACP, a partir de segunda-feira o aumento será de 0,5 cêntimos no gasóleo simples, enquanto a gasolina simples 95 ficará 3 cêntimos mais cara.

“Caso se confirmem as previsões para a próxima semana, o preço médio do gasóleo simples vai fixar-se nos 1,609 euros e o da gasolina simples 95 vai crescer para os 1,735 euros”, lê-se na nota publicada no site.

Recorde-se que o gasóleo está a sofrer aumentos há várias semanas consecutivas, tendo nas duas últimas semanas aumentado 4,5 cêntimos e 1,5 cêntimos por litro, respetivamente. O aumento desta semana pode ser assim considerado o mais ‘simpático’ das últimas três semanas.

Já a gasolina simples 95 têm andado num constante sobe e desce, tendo, na semana passada, sofrido uma redução de meio cêntimo.

Como está o petróleo nos mercados internacionais? 

A cotação do barril de Brent para entrega em janeiro terminou na quinta-feira no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,22%, para os 63,38 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 14 cêntimos abaixo dos 63,52 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.

O Brent prosseguiu em terreno negativo, dada a persistência de debilidade na procura global, em particular nos EUA e na China.

A este fator estrutural juntaram-se a valorização do dólar e a decisão do OPEP+ aumentar a sua produção em 137 mil barris por dia em dezembro e mantê-la assim pelo menos durante o primeiro trimestre de 2026.

O OPEP+ junta os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo com aliados, como a Federação Russa.

Reversão do desconto no ISP será “mais gradual possível”
 
A eliminação do desconto em vigor no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 2026 será feita de forma “o mais gradual possível” para não afetar o preço final dos combustíveis, garantiu o ministro das Finanças.

No debate da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública no Parlamento, o ministro Joaquim Miranda Sarmento lembrou que a reversão do apoio do Estado é uma obrigação da Comissão Europeia, por estar em causa um “desconto temporário que foi criado em 2022”, quando, no início da guerra da Ucrânia, o barril de petróleo “chegou a 120-130 dólares, sendo que hoje está a 60 dólares”. 

“A reversão do desconto do ISP será sempre o mais gradual possível, de forma a não ter impacto no preço final da gasolina e do gasóleo”, assegurou Miranda Sarmento, quando questionado pelo deputado do Chega Pedro Pinto sobre se a reversão será gradual ou se haverá corte na totalidade, de 100%, no desconto.

O ministro lembrou que desconto é temporário, por natureza, e insistiu que a sua eliminação irá ser feita, “daquilo que for possível”, procurando “proteger aquilo que é o preço dos combustíveis na bomba de gasolina”.

“Com exceção de Espanha, Portugal não tem combustíveis muito mais altos do que a maioria dos países da zona euro”, disse.

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