Lançado em 2 de dezembro de 2021, King Richard: Criando Campeãs é um biopic impactante que captura a essência da família Williams. Dirigido por Reinaldo Marcus Green e roteirizado por Zach Baylin, o filme tem Will Smith no papel principal como Richard Williams, o pai visionário de Venus e Serena. Ao lado de Aunjanue Ellis-Taylor como Oracene “Brandy” Williams e as jovens Saniyya Sidney e Demi Singleton como as tenistas prodígio, a produção mistura drama familiar com inspiração esportiva. Como uma narrativa sobre determinação contra o racismo e as pressões do esporte, seu final reforça lições de resiliência. Aqui, dissecamos o desfecho, conectando ficção à realidade, sem spoilers desnecessários além do essencial. Atenção: esta análise contém revelações!
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Resumo da Trama de King Richard: Criando Campeãs
A história se passa nos anos 1990, em Compton, Califórnia, um bairro periférico marcado por violência e pobreza. Richard Williams, um segurança noturno com ambições grandiosas, escreve um plano de 78 páginas para transformar suas filhas Venus e Serena em campeãs do tênis. Sem experiência no esporte, ele as treina em quadras públicas, enfrentando olhares preconceituosos de clubes exclusivos. Brandy, a mãe e treinadora, equilibra a rigidez de Richard com afeto prático, enquanto as irmãs mais velhas – Isha e Tunde – navegam as tensões familiares.
O enredo avança com a família se mudando para a Flórida para treinos com o coach profissional Rick Macci (Jon Bernthal). Richard interfere constantemente, priorizando educação e diversão sobre vitórias imediatas. Inspirado por medos reais, como o burnout de Jennifer Capriati, ele retira Venus de torneios juniores para protegê-la. Conflitos surgem: Rick questiona o método de Richard, Venus se frustra com a dúvida paterna, e a família lida com ofertas milionárias prematuras. Flashbacks revelam o trauma de Richard no sul racista, moldando sua obsessão protetora. Essa dinâmica humana eleva o filme além de esportes, explorando paternidade, raça e sacrifício em uma era pré-Wimbledon para as Williams.
A Decisão de Entrar no Circuito Profissional: O Ponto de Virada
Antes do clímax, Richard hesita em assinar um contrato de US$ 3 milhões com um agente para Venus, temendo exploração precoce. A jovem, aos 14 anos, insiste em provar seu valor em um torneio aberto. Essa escolha reflete o dilema central: equilibrar ambição com inocência. O filme usa essa tensão para humanizar Richard, que compartilha memórias dolorosas de sua infância em Shreveport, Louisiana, onde sofreu violência racial. “Eu nunca fugirei de vocês”, promete ele, contrastando com o abandono de seu pai.
A família viaja para Oakland, Califórnia, para o Bank of the West Classic de 1994. Tunde, ausente por estudos, surpreende todos ao aparecer, simbolizando união. Venus avança na primeira rodada, derrotando Shaun Stafford em uma vitória eletrizante. Essa cena captura a empolgação inicial, com a torcida vibrando e Richard controlando emoções. No entanto, o verdadeiro teste vem na final contra Arantxa Sánchez Vicario, número 2 do mundo. O confronto não é só físico: representa o choque entre uma novata de Compton e o establishment branco do tênis.
O Duelo Final: Venus vs. Sánchez Vicario e a “Derrota” que Define o Legado
O ápice ocorre na quadra sob os olhares nacionais. Venus, com tranças e determinação feroz, domina os primeiros games, liderando por um set e mais. Sua velocidade e potência irritam Sánchez Vicario, que responde com tática experiente. Durante um intervalo para o banheiro, a veterana demora intencionalmente – uma “gelada” clássica no esporte, projetada para quebrar o ritmo da oponente. Ao retornar, Sánchez Vicario vira o jogo, vencendo os próximos 11 games consecutivos. Venus, visivelmente abalada, comete erros não forçados e perde por 6-1, 6-0 no segundo set.
No vestiário, as lágrimas de Venus fluem, mas Richard e Brandy a consolam com firmeza amorosa. “Isso não é o fim, é o começo”, diz Richard, enfatizando lições sobre pressão e recuperação. Fora da arena, um grupo de meninas negras a aplaude como ídola, gritando “Campeã!”. Essa cena, com a família – incluindo Rick Macci – assistindo orgulhosa, sublinha o impacto imediato de Venus como pioneira. O diretor Green filma o momento com intimidade crua, evitando heroísmo forçado para priorizar autenticidade emocional.
Essa “derrota” é pivotal. Baylin, o roteirista, escolheu esse evento real como quadro narrativo porque uma vitória precoce diluiria a tensão. Venus, em entrevistas reais, confirmou: “Eu tinha uma vantagem enorme, mas desmoronei na pausa”. O filme não romantiza a perda; em vez disso, usa-a para ilustrar como falhas constroem campeãs. Richard, vendo ecos de suas próprias batalhas raciais, reforça que o tênis é maior que troféus – é sobre quebrar barreiras.
O Que Acontece Após a Partida: Textos Finais e Conexões com a Realidade
O filme não se arrasta em sequências pós-derrota; encerra com impacto conciso. Textos na tela revelam o futuro: nove meses depois, aos 15 anos, Venus assina com a Reebok por US$ 12 milhões, o maior contrato para uma novata. Serena entra no circuito profissional dois anos após, com Richard insistindo em educação e laços familiares acima de tudo. Aos 41, Venus conquista Wimbledon cinco vezes e se torna a primeira mulher afro-americana número 1 do mundo. Aos 40, Serena acumula 23 títulos de Grand Slam, coroada como a maior jogadora da história do tênis – exatamente como Richard previra em seu plano visionário.
Os créditos rolam com imagens reais de Richard treinando as filhas pequenas, intercaladas com clipes de suas conquistas. Essa transição da ficção para o documentário reforça a veracidade: o filme baseia-se em entrevistas com a família Williams, capturando não só vitórias, mas o custo humano. Na vida real, o debut de Venus em 31 de outubro de 1994 foi idêntico – liderança inicial, pausa disruptiva e colapso. Ela revisitou o jogo anos depois, admitindo que poderia ter vencido, mas a experiência a fortaleceu. Richard, que sofreu um derrame em 2016, viu suas filhas superarem expectativas, provando sua filosofia de persistência.
Temas do Final: Resiliência Familiar e Quebra de Barreiras
O desfecho de King Richard: Criando Campeãs transcende o esporte, tecendo fios de raça, gênero e classe. A perda de Venus não é tragédia; é catalisador para crescimento coletivo. Richard, criticado por rigidez, evolui ao reconhecer limites, enquanto Brandy emerge como pilar equilibrado. As irmãs mais velhas, inicialmente ressentidas, celebram o triunfo familiar. Essa resolução otimista, sem vilões caricatos, reflete a jornada real das Williams: de Compton para o topo, desafiando um esporte elitista.
Críticos elogiaram como o final evita clichês biográficos, focando em vulnerabilidade. Smith, em performance oscarizada, transmite a complexidade de Richard – ambicioso, falho, mas inabalável. Sidney e Singleton brilham como as irmãs, transmitindo inocência e fogo interior. O filme questiona: sucesso vem de talento ou de um ecossistema familiar? Para as Williams, foi ambos, com Richard como arquiteto controverso.
Essa narrativa não só explica o fim, mas celebra um legado vivo. Assista e sinta o impacto – porque, como Richard diria, campeões não nascem prontos; eles são forjados.
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