Em uma conversa sobre bandas contemporâneas ao Metallica, Lars Ulrich foi questionado sobre quais nomes ele enxergava no mesmo nível do grupo. Em vez de listar vários colegas de cena, o baterista preferiu citar apenas um, deixando claro que aquele era o caso que mais chamava sua atenção entre os grupos que surgiram depois.
Na resposta, republicada na Far Out, Lars apontou diretamente para o Alice in Chains. Ele explicou: “A única banda contemporânea em que eu penso como um par é o Alice in Chains. Eles estão em um pedestal pra mim, acima de praticamente todo mundo.” Ao usar as palavras “par” e “pedestal”, o baterista deixou claro que não estava falando apenas de simpatia ou respeito, mas de uma banda que, na visão dele, realmente se destacava em relação às outras da mesma época.
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Foto: ChinaImages @ www.depositphotos.com
Ulrich também recorreu a uma comparação forte para situar o papel do quarteto de Seattle dentro do som pesado dos anos 1990. Na mesma fala, ele definiu o grupo como uma espécie de atualização de um nome clássico de outra geração: “Eles são tipo um Black Sabbath dos anos 90.” A frase liga diretamente o Alice in Chains à tradição de riffs pesados e climas sombrios associados ao grupo de Tony Iommi.
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Além disso, Lars comentou sobre a forma como enxerga a construção das músicas do Alice in Chains em comparação com gravações antigas do próprio Metallica. Segundo ele, parte do material do início da carreira da banda de San Francisco passa uma sensação mais rígida, enquanto o som do grupo de Layne Staley e Jerry Cantrell parece escapar desse formato. “Tem algo nos riffs, na falta de rigidez. Não é engessado, não é quadrado. Às vezes, quando eu ouço algumas coisas antigas nossas, eu tenho a visão de um quadrado na cabeça. O som do Alice in Chains tem muitas bordas arredondadas”, afirmou.
Com essas declarações, Lars Ulrich não só elogia o Alice in Chains, como registra de forma bem direta como enxerga o lugar da banda dentro do rock pesado dos anos 1990. Ao chamá-los de “par” do Metallica, colocá-los em um “pedestal” e descrevê-los como “um Black Sabbath dos anos 90″, ele indica que vê naquele repertório uma combinação de peso e liberdade que, para ele, merece um destaque especial entre os grupos surgidos na mesma geração.
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