É agora a vez de André Ventura dar a sua visão sobre a situação da justiça em Portugal.
“O MP não está acima da lei, os tribunais não estão, nenhum de nós está”, começa por dizer o candidato. Mas logo a seguir chama a atenção para outro facto: “Sempre que há alguém do Partido Socialista envolvido em alguma coisa, há uma campanha para descredibilizar a justiça. Em Portugal montou-se um polvo de tal maneira grande em algumas instituições, que há pessoas que foram colocadas em locais ou para ajudar ou para criar propositadamente entropias. Isto é um problema de fundo.”
“Não podemos ter uma justiça criminal que só funcione para o pé de chinelo, mas também para os poderosos”, afirma Ventura.
E recorda os casos de Sarkozy em França ou de Bolsonaro no Brasil, onde julgamentos foram feitos com rapidez, enquanto em Portugal José Sócrates está há 10 anos para ser julgado. “Dizem-me que é o estado de direito. Então que se lixe o estado de direito, se está tudo à solta, não foi para isso que foi feita a Constituição de 76. Isto acontece porque temos uma má lei e porque foram colocadas pessoas nos cargos certos.”
Ventura vai ainda mais longe e, dando mais uma vez como exemplo o caso de Joseé Sócrates, critica a forma como é nomeado o procurador-geral da República: “O que não faz sentido é que alguém politicamente escolhido vá investigar quem o escolheu”.