Compromisso foi oficializado em Johanesburgo, durante a cúpula do G20
A Itália anunciou na sexta-feira (21) que irá destinar 150 milhões de euros ao Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, com recursos previstos para o período de 2026 a 2028. O comunicado foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores italiano à margem da cúpula de líderes do G20, realizada em Johanesburgo, na África do Sul, e reforça, segundo o governo, o papel do país “na liderança de saúde mundial”.
De acordo com a nota da Farnesina, o novo aporte está alinhado ao Plano Mattei, estratégia de Roma para ampliar parcerias com países do continente africano e desenvolver projetos com “vantagens recíprocas”. O ministério ressaltou que “a saúde é um dos pilares do Plano [Mattei] e uma prioridade estratégica para a Itália”, enfatizando ainda que “graças a uma rede de excelência nacional em saúde, Roma continuará a envolver o sistema italiano nas atividades do Fundo Global”.
A pasta destacou que “parte da contribuição anunciada hoje financiará atividades sinérgicas e complementares de organizações da sociedade civil, entidades públicas e universidades italianas”, ampliando a presença do país em iniciativas de enfrentamento às doenças transmissíveis.
O anúncio também reforça, segundo o ministério comandado pelo vice-premiê Antonio Tajani, “o empenho italiano na luta contra doenças transmissíveis através de iniciativas bilaterais”. Entre os exemplos citados estão os centros “Dream”, da Comunidade de Santo Egídio, que atuam em 10 países africanos e receberam “investimentos significativos” da Itália nos últimos anos.
Criado durante a cúpula do G8 em Gênova, em 2001, o Fundo Global acumula importantes resultados nas últimas duas décadas. Conforme o comunicado, já foram salvas 70 milhões de vidas graças às iniciativas apoiadas pelo mecanismo, que contribuíram para reduzir em 63% a taxa de mortalidade associada à aids, tuberculose e malária.
Redação da Agência Aids com informações da ANSA