Num momento em que a tecnologia evolui a ritmo acelerado, surgem previsões que apontam para o fim dos telemóveis tal como os conhecemos. Mark Zuckerberg, líder da Meta, garante que os óculos inteligentes vão substituir os telemóveis já a partir de 2030, numa mudança que poderá alterar a forma como o mundo comunica e acede à informação, segundo aponta o site francês especializado em tecnologia 3DVF.
Uma declaração desta dimensão reacende o debate sobre o futuro dos dispositivos móveis e sobre o papel das grandes empresas tecnológicas nesta transformação global. A previsão deixa no ar várias questões, desde a utilidade prática desta nova tecnologia até ao impacto que poderá ter na vida quotidiana.
A previsão de Mark Zuckerberg para 2030
Durante uma intervenção pública, Mark Zuckerberg afirmou que os telemóveis estão a “viver os seus últimos anos”. Segundo o responsável da Meta, dentro de poucos anos os óculos inteligentes, dispositivos mais discretos e integrados no dia a dia, irão substituir os telemóveis.
A transição que Zuckerberg prevê baseia-se no avanço da realidade aumentada, uma área em que a Meta tem investido milhões. Para o empresário, o futuro passa por abandonar o gesto de retirar o telemóvel do bolso e substituí-lo por informação projetada diretamente no campo de visão, conforme refere a fonte acima citada.
Óculos inteligentes como substitutos dos telemóveis
Segundo Zuckerberg, estes óculos irão permitir muito mais do que notificações. A ideia é integrar ferramentas que hoje só existem no telemóvel, como navegação GPS, tradução em tempo real ou identificação de objetos, tudo sem recurso a um ecrã tradicional. A Meta considera que esta tecnologia poderá tornar a interação digital mais fluida, intuitiva e natural. Em vez de tocar num ecrã, o utilizador verá informação projetada no ambiente à sua volta.
Hábitos, conforto e dúvidas práticas
Apesar de todo o entusiasmo tecnológico, a mesma fonte sublinha que alterar hábitos de milhões de pessoas não será simples. A ideia de usar óculos inteligentes durante todo o dia levanta questões de conforto, imagem e até de privacidade.
Muitos utilizadores poderão não se sentir à vontade com um dispositivo visível no rosto, ao contrário do telemóvel, que pode ser guardado discretamente no bolso ou na mala. Além disso, continua a ser duvidoso se estes óculos conseguirão substituir todas as funções atuais dos smartphones, como a criação de conteúdos ou a gestão de aplicações.
Privacidade, recolha de dados e riscos digitais
Segundo a 3DVF, a possibilidade de milhões de pessoas utilizarem óculos com sensores e câmaras levanta preocupações adicionais relacionadas com privacidade e recolha de dados, de acordo com a mesma fonte. A Meta tem sido alvo de críticas no passado relacionadas com a gestão de informação dos utilizadores, e esta nova tecnologia reabre o debate.
Outra questão envolve a sobrecarga visual. A projeção constante de informação no campo de visão pode intensificar a exposição digital, o que pode ter impacto no bem-estar e na saúde mental. Perante este cenário, surgem dúvidas sobre a capacidade de desligar, de limitar estímulos e de manter momentos de pausa num ambiente tão interativo.
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