Após reuniões que estão a juntar na Suíça ucranianos, americanos e europeus, o presidente Volodymyr Zelensky admitia que o plano americano para pôr fim à guerra com a Rússia poderia incluir as “perspetivas ucranianas”.
“Parece que as propostas americanas podem incluir uma série de elementos baseados nas perspetivas ucranianas e essenciais para os interesses nacionais da Ucrânia”, escreveu Zelensky na rede social X.
The Ukrainian delegation is working in Geneva today, focused on finding doable solutions to end the war, restore peace, and guarantee lasting security. There have already been brief reports from our delegation members about the outcomes of their first meetings and talks.…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 23, 2025
Em Genève encontram-se representantes dos Estados Unidos, responsáveis ucranianos e europeus, para afinar o plano americano de 28 pontos apresentados pelo presidente norte-americano no final da semana passada com vista a pôr fim ao conflito aberto com a invasão russa da Ucrânia.
O presidente dos Estados Unidos admitiu por seu lado que o plano de paz detalhado na sexta-feira não constitui uma proposta final e o secretário de Estado, Marco Rubio, assegura que o documento tem uma estrutura sólida para negociação. Rubio garante que se baseia em contribuições da Rússia e da Ucrânia.
O documento retoma várias exigências fundamentais da Rússia, nomeadamente que a Ucrânia lhe ceda territórios, aceite reduzir a dimensão do exército e renuncie à integração na NATO. Em contrapartida, oferece garantias de segurança ocidentais a Kiev para impedir novos ataques russos.
Os líderes da União Europeia reúnem-se amanhã em Angola para debater o plano. O encontro em Luanda decorre à margem da Cimeira Europa-África.
António Costa convidou os 27 líderes da União Europeia. O presidente deo Conselho Europeu pede o envolvimento de todos para garantir que uma paz futura.
c/ Lusa