Eles não estavam lá, mas quis o destino que as bandeiras fossem as mesmas. Uma semana depois de Jannik Sinner vencer Carlos Alcaraz na final do ATP Finals, Itália e Espanha defrontavam-se na final da Taça Davis — sem que nenhum marcasse presença, com o italiano a abdicar da competição e o espanhol a falhar a prova por lesão depois de ser incluído na equipa.
Do lado de Itália, o objetivo claro era conquistar a Taça Davis pela quarta vez e pela terceira consecutiva, mantendo um domínio internacional que o país nunca conheceu. Os italianos afastaram Áustria e Bélgica nas duas rondas anteriores, sendo que contra os belgas Flavio Cobolli alcançou uma vitória épica ao salvar sete match points contra Zizou Bergs no tiebreak decisivo.
For their country, and to write their names into history ????
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“É muito difícil dizer algo sobre este encontro. Jogamos pelos nossos países, lutámos muito por esta vitória e no fim realizei o meu sonho. Estamos na final, agora. Joguei um jogo maravilhoso contra um adversário excelente e estou muito feliz por isso. É óbvio que joguei por todos eles, pelo meu grupo, pela minha família, por mim… É um dos melhores dias da minha vida. Tentei pensar apenas em mim e tirei energia do grupo e dos espectadores. Ajudaram-me muito nesta vitória. Foi tudo por eles”, disse o tenista de 23 anos, que esta temporada chegou aos quartos de final de Wimbledon.
Ora, do lado de Espanha, a ideia passava por voltar a conquistar a Taça Davis seis anos depois, chegando ao sétimo troféu depois de uma ausência da final que já durava desde 2019. Os espanhóis eliminaram República Checa e Alemanha, com a dupla formada por Marcel Granollers e Pedro Martínez a bater Kevin Krawietz e Tim Puetz no encontro que acabou por fazer a diferença.
“Já fizemos isto em Mar del Plata [2008, contra a Argentina em solo argentino]. Jogamos fora de casa, estava tudo contra nós e conseguimos vencer. Por que não? É um grande desafio para eles, é uma grande oportunidade. Não vejo isso como algo ruim, pelo contrário, é bom. Jogar com os adeptos contra, aquela atmosfera… Já não consigo aproveitar como jogador, vou aproveitar como capitão. Haverá momentos difíceis, mas eles estão preparados para competir contra isso. Teremos as nossas chances, sem dúvida”, explicou David Ferrer, capitão da equipa espanhola, que como jogador venceu a Taça Davis em 2008, 2009 e 2011.
Matteo Berrettini’s match point sets the place on fire ????
Berrettini secured his 11th consecutive #DavisCup Singles victory, giving Italy a 1-0 lead in this final ???????? pic.twitter.com/o42ncjdo2l
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The KING of the tie-breaks ????
Flavio Cobolli does it once again for his country ???????? #DavisCup pic.twitter.com/SMvXKZ8r5M
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Assim, na SuperTennis Arena Bologna Fiera de Bolonha, Matteo Berrettini superiorizou-se por completo a Pablo Carreño Busta e venceu o espanhol em pouco mais de uma hora e apenas dois sets, aplicando um 6-3/6-4 que colocou Itália à frente da final. De seguida e forma algo inesperada, Jaume Munar e Flavio Cobolli protagonizaram o encontro mais espetacular de toda a final. O espanhol começou por dominar o primeiro set (6-1), mas o italiano reagiu no segundo e empatou após tiebreak (6-7, 5-7).
No terceiro parcial, Flavio Cobolli arranjou um novo dia para competir com o da vitória contra Zizou Bergs pela nomenclatura de melhor de uma vida inteira. O italiano venceu Jaume Munar (5-7), juntou ao seu triunfo ao de Matteo Berrettini e tornou-se protagonista de história: sem sequer precisar do encontro de pares, Itália derrotou Espanha e conquistou a Taça Davis pela terceira vez consecutiva, algo que só os EUA tinham alcançado e já nos anos 60.
THREE IN A ROW ????????????????????????
The performance of a lifetime from Flavio Cobolli to clinch it on home soil for the Italians ????#DavisCup pic.twitter.com/KD5y185vaB
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Defence complete.
Italy are the 2025 World Champions ????????#DavisCup pic.twitter.com/s4PyVZPi1s
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