A cantora Preta Gil, que morreu em julho em decorrência de complicações de um câncer, teve suas cinzas transformadas em diamantes. Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, os valores para a produção de um diamante em laboratório variam de acordo com o tamanho e com o estabelecimento.

Em uma das empresas responsáveis pelo processo com as cinzas de Preta Gil, os preços começam em R$ 3,8 mil. Especula-se que o diamante da artista tenha custado mais, já que possui 0,3 quilate.

Preta Gil e um seleto grupo de amigos tinham tatuado um diamante nas mãos como símbolo da amizade. Quando ela soube que era possível transformar cinzas em pedras preciosas em laboratório, demonstrou interesse imediato e, segundo pessoas próximas, como Duh Marinho e Gominho, achou a ideia “magnífica”.

Como foi o processo?

Após a morte da cantora, em julho de 2025, parte de suas cinzas foi enviada a um laboratório em São Paulo para a produção de diamantes destinados aos amigos. O procedimento utiliza o carbono –presente nas cinzas humanas– combinado com nanotecnologia para transformar o material em diamante. No laboratório, o carbono é convertido em grafite e, em seguida, enviado à Índia, onde o processo é continuado. Depois, o material voltou ao Brasil, onde 12 diamantes foram produzidos ao grupo de amigos.

Outra parte das cinzas foi destinada a um laboratório em Curitiba, no Paraná, que ficou responsável pela criação de um diamante para a família Gil. Nesse caso, toda a produção foi realizada no Brasil. Uma espécie de “prensa” simulou, de forma acelerada, as condições naturais de formação de diamantes, transformando o substrato em pedra preciosa. Nessa empresa, os valores também partem de R$ 3,8 mil.

Após a produção, cada diamante recebe um número de certificação marcado a laser –visível com uma lupa de aumento de até 40 vezes– que inclui o nome da pessoa homenageada.