As subscrições a realizar em Dezembro garantem uma taxa de 2,057%, mais 0,013 pontos percentuais que em Novembro. É o quarto mês em que a taxa se mantém acima dos 2%, distanciando-se cada vez mais da taxa média dos novos depósitos a prazo, que em Setembro se situava em 1,34% (último mês para que há dados do Banco de Portugal [BdP]).
A subida da taxa reflecte o aumento da Euribor a três meses, que no início de Novembro ainda caiu abaixo dos 2%, mas logo depois voltou a subir nas sessões seguintes, beneficiando as aplicações a realizar a partir da próxima semana.
A taxa de 2,057% também será utilizada nas subscrições anteriores cuja revisão trimestral de juros venha a ocorrer em Dezembro, melhorando ligeiramente a remuneração deste tipo de aplicações.
Os Certificados de Aforro (CA), pela facilidade de mobilização, podem servir como conta aforro para pagamento de despesas durante, pelo menos, seis meses, para acautelar situações de desemprego ou despesas inesperadas. Este produto não tem qualquer custo de subscrição, manutenção ou resgate, e as aplicações podem ser de pequenos montantes (mínimo de cem euros iniciais e dez euros por cada aplicação).
A taxa base de rentabilidade do produto de poupança do Estado é calculada a partir dos valores mensais da Euribor a três meses determinada no antepenúltimo dia útil do mês, e com a média dos valores verificados nos dez dias úteis anteriores. Ou seja, com os últimos dez valores até esta terça-feira.
Apesar de servir de referência para as renovações da taxa das aplicações anteriores, a remuneração dos CA é bem mais elevada nas subscrições mais antigas, nomeadamente nas séries A e B, mas também nas mais recentes D, E, tendo em conta que já beneficiam dos prémios fixos ou de permanência entretanto acumulados. Na série F, a única que actualmente aceita novas subscrições, as primeiras aplicações (de Junho a Outubro de 2023) já começam a beneficiar do primeiro prémio de permanência, em 0,25%, aplicado entre o segundo e o quinto ano de subscrição. Nesta série, o prémio a partir do quinto ano passa para 0,50%, continuando a crescer até 1,75% no 14.º e 15.º anos, quando as aplicações atingirem a maturidade (15 anos após a data de cada aplicação).
Saldo aproxima-se dos 40 mil milhões
Apesar da taxa de juro dos CA ainda se encontrar abaixo do tecto máximo de 2,5%, fixado no momento de criação desta série (mas a que acrescem os prémios de permanência), o montante investido pelos particulares continua a crescer, aproximando-se dos 40 mil milhões de euros.
Em Outubro, as aplicações líquidas ascenderam a 349 milhões de euros (540 milhões entrados menos 192 milhões resgatados), elevando o total a 39.387 milhões de euros, um crescimento de 15,4% em termos homólogos.
Trata-se do valor mais alto investido neste produto de dívida pública para particulares desde o início da série do BdP, em Dezembro de 1998, e Outubro foi o 13.º mês consecutivo de subida do valor global desta aplicação.