Sebastian Vettel considera que Max Verstappen é “assustador” pelo facto de continuar a evoluir e manter-se disponível para aprender, vendo nele uma combinação rara de talento bruto, trabalho e capacidade mental sob pressão.

Numa temporada em que luta com os pilotos da McLaren por um quinto título consecutivo, Verstappen tem sido, na ótica de Vettel, ainda mais impressionante por o fazer com um carro que é apenas terceiro classificado no Mundial de Construtores. Desde o GP dos Países Baixos, o neerlandês recuperou 104 pontos a Oscar Piastri e chega empatado com o australiano, ambos a 24 pontos de Lando Norris, numa disputa em que só o piloto da Red Bull tem experiência prévia em decisões de título, depois do duelo de 2021 com Lewis Hamilton e das três defesas de campeonato que se seguiram.

Vettel sublinha que, desde que conquistou o primeiro título em 2021, Verstappen não só manteve o nível como o elevou, somando três campeonatos adicionais e 49 vitórias, incluindo 19 triunfos em 22 corridas em 2023. Para o alemão, o que distingue Verstappen não é apenas o talento natural, mas a forma como continua “faminto” e a trabalhar intensamente fora dos holofotes, afinando detalhes numa fase da carreira em que muitos poderiam acomodar-se.

Questionado sobre a diferença de pressão entre Verstappen e os estreantes Norris e Piastri na luta pelo título de 2025, Vettel entende que o neerlandês sente menos o peso psicológico por já ter vários campeonatos conquistados e, sobretudo, por já ter vivido a libertação emocional do primeiro título.

Vettel afirmou que “o assustador é que ele está a ficar melhor. Sabemos que ele é bom, mas continua a melhorar, continua com fome e continua disposto a aprender. Acho que trabalha muito nos bastidores e isso é o que o torna tão forte, para além de ser abençoado com muito talento. O ingrediente-chave é a cabeça: nas situações em que importa, mantém a calma, quase nunca comete erros e entrega bons resultados quando precisa, conseguindo colocar a pressão de lado para se focar no que interessa. Ele já ganhou o campeonato, não precisa de provar a si próprio que consegue. Na posição em que está, a lutar pelo título, é mais: ‘Só tenho de fazer tudo perfeito, se resultar, resultou; se não, não resultou’.”