A direção da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa, desmentiu esta quinta-feira as acusações feitas pela deputada do Chega, Rita Matias, que divulgou nas redes sociais um vídeo onde afirma que o estabelecimento de ensino teria proibido a realização de uma festa de Natal e qualquer referência à tradição cristã.
No vídeo publicado na quarta-feira, Rita Matias declarou ter recebido uma “denúncia” de um encarregado de educação alegando que a escola, situada na Graça, estaria a impedir a Associação de Estudantes de organizar uma festa de Natal “porque isto não é inclusivo e não respeita as minorias e a diversidade de religiões”. A deputada qualificou a suposta decisão como “um insulto para a nossa sociedade ocidental, para a forma como nos organizamos, para as nossas tradições, para a nossa história” e afirmou ainda que a situação refletiria um processo de “autofagia” cultural. No mesmo vídeo, acrescentou referências a protestos na Alemanha e a “atentados que tiram a vida a europeus”, alegando que “quem chega de fora não quer celebrar o Natal”.
A direção da Escola Secundária Gil Vicente reagiu de imediato, através de uma nota oficial assinada pela diretora, Adriana Guerreiro, negando categoricamente as declarações. “Essa informação é falsa”, esclareceu a escola, acrescentando que “nas últimas horas circularam declarações públicas” sobre uma alegada proibição que “nunca existiu”. No mesmo comunicado, a direção afirmou manter “o compromisso com a seriedade e o respeito pela nossa Comunidade” e deixou uma mensagem de “celebrações felizes, com Amor e Verdade”.
A Executive Digest tentou chegar à fala com a direção da Escola Secundária Gil Vicente, para tentar apurar de onde poderia ter surgido a informação falsa e para tentar obter mais declarações, mas não foi possível até ao momento.