De acordo com informações recolhidas pelo JN, a investigação da “Operação Safra Justa” já recolheu provas sobre os valores das contrapartidas monetárias que os elementos das forças de segurança recebiam do líder da rede de exploração laboral. Muitas vezes fardados e com os carros de patrulha da própria GNR, os militares faziam uma espécie de serviço gratificado ilegal. Para isso, recebiam pelo menos 200 euros por dia, mas o valor podia aumentar, consoante a responsabilidade do militar. Um sargento-ajudante, que chegou a ser comandante de posto na zona de Beja, mas que está, há poucos meses, a prestar serviço no Grande Porto, era mais bem pago.