Depois de Benfica e Sporting na Liga dos Campeões, foi a vez de o FC Porto trazer a terceira vitória desta jornada europeia para Portugal. Na Liga Europa, frente ao Nice, os portistas venceram, nesta quinta-feira, por 3-0 e somaram a terceira vitória em cinco jogos nesta competição.

O Nice estava com esperança de que a deslocação à Invicta pudesse colocar em pausa uma série negativa de resultados, mas 19 segundos bastaram para que o FC Porto saltasse para a frente do marcador. Um pontapé de saída desenhado em laboratório – uma dissimulação que permitiu aos portistas colocarem sete jogadores no meio campo adversário – permitiu que a bola fosse rapidamente transportada até à área contrária em superioridade numérica. Na ala direita, Pepê fez um cruzamento recuado e Gabri Veiga apenas teve de encostar bem dentro da área dos franceses.

Para este importante jogo da Liga Europa, o técnico Franceso Farioli fez regressar os habituais titulares, colocados a descansar no jogo do passado sábado frente ao Sintrense para a Taça de Portugal. O italiano trouxe também para o “onze” inicial Deniz Gül: em alta de forma, com três golos nos últimos seis jogos, o internacional turco fez parelha com Samu (no centro) e Pepê (à direita). O capitão Diogo Costa voltou a estar entre os postes e o jovem dinamarquês Victor Frodholdt a comandar o meio-campo.

O golo conseguido nos segundos iniciais teve o condão de “espicaçar” o Nice. Ao contrário do que tem sido habitual em Portugal, o FC Porto chegaria mesmo a ser relegado para o papel de espectador nos 20 minutos que se seguiram. Fortemente pressionado na primeira linha de construção, os portistas sentiram dificuldades em sair com bola, permitindo o Nice trocar a bola com alguma tranquilidade.

Apesar de estar na posse do esférico durante mais tempo, o Nice não tinha ideias – nem mostrava grande vontade de as ter. Nas poucas vezes que chegou com sucesso à baliza “azul e branca”, a bola foi parar por mais do que uma vez às mãos dos adeptos na bancada.

Tentando aproveitar a velocidade do avançado Terem Moffi – quase uma “moto” –, o Nice teve apenas um lance de verdadeiro perigo nos primeiros 45 minutos. O jogador nigeriano venceu os defesas portista em velocidade, isolando-se na cara de Diogo Costa. A cerca de 20 metros da área, apercebendo-se do avanço do guardião que ia ao seu encontro, tentou fazer um “chapéu”. O remate saiu por cima e perdeu-se a melhor oportunidade dos franceses no jogo.

O FC Porto não se fez rogado e aproveitou para castigar a passividade do Nice. Aos 33′, após passe de Frodholt, Gabri Veiga aproveitou uma espécie de auto-estrada estendida pelo Nice, entrando na grande área e rematando para o segundo golo portista, o bis do espanhol.

Franceses abandonam ao intervalo

Se o jogo já estava difícil para o Nice dentro de campo, ficou-o também fora das quatro linhas. Os cerca de 1500 adeptos franceses fartaram-se da má exibição da equipa, começando a assobiar os próprios jogadores e gritando “olés” sempre que os portistas completavam um passe. Mal o árbitro apitou para o intervalo, recolheram faixas, bandeiras e abandonaram o Estádio do Dragão com o acompanhamento das autoridades.

A quebra anímica da equipa foi total, com a machadada final a vir pelos pés de Samu. O espanhol foi derrubado por Dante, com o videoárbitro a pedir uma visão mais calma de um lance inicialmente ignorado pelo esloveno Matej Jug. Confirmada a falta, Samu não perdoou e fez, de penálti, o 3-0.

Com a vitória quase certa e ambas as equipas resignadas, o último quarto de hora do jogo fez-se maioritariamente de pausas para substituições, pequenas faltas e trocas de bola no meio campo. O Nice voltaria a ameaçar a baliza de Diogo Costa por duas vezes, mas, tal como aconteceu no primeiro tempo, não voltaria a acertar na baliza “azul e branca”.