Simone Mendes protagonizou um dos momentos mais descontraídos do “Angélica Ao Vivo” ao revelar, com bom humor, que “odeia calcinha”. Durante a participação, ao lado de Angélica e Ana Maria Braga, a cantora sertaneja fez um desabafo divertido, afirmando que a peça íntima “é sem futuro” e causa incômodo, e exaltou a sensação de liberdade proporcionada por um pijama folgado.

Em conversa com as apresentadoras, Simone explicou a razão de sua implicância com a lingerie, arrancando risadas ao detalhar o desconforto. “Ana, eu odeio calcinha. É muito sem futuro. Calcinha só dá trabalho”, disparou. Em tom de brincadeira, ela comentou sobre os diferentes estilos de calcinha: “Tem os que gostam de calcinha pequena e os que gostam de caçalão. Quando eu usava, era do caçalão”. A cantora ainda criticou a sensação de ajuste constante, se referindo à peça “no rabo” e lembrando como passava o dia tentando acomodá-la corretamente.

O desabafo seguiu de maneira leve e bem-humorada, com Simone enfatizando que a calcinha “abafa nossas coisinhas”, provocando concordância imediata de Angélica e Ana Maria. Para a artista, não há sensação melhor do que chegar em casa e vestir “aquele pijama folgado”, momento que representa, segundo ela, pura liberdade. O trecho rapidamente viralizou nas redes sociais.

O comentário da cantora também levantou uma questão prática que muitas mulheres têm: ficar sem calcinha faz mal para a saúde íntima? Simone, com bom humor, ressaltou que prefere a sensação de liberdade, afirmando que a peça “só dá trabalho”. Para entender melhor os impactos dessa escolha, o ginecologista e obstetra Cesar Patez esclarece que a resposta depende do organismo, do contexto e até do tipo de roupa utilizada.

Quando ficar sem calcinha pode ser positivo

Segundo Dr. Cesar, permitir que a região íntima respire em determinados momentos pode trazer benefícios. “A ventilação diminui a umidade e reduz o risco de proliferação de fungos e bactérias”, afirma. Dias quentes, atividades físicas e o sono são exemplos de situações em que o corpo pode se sentir mais confortável sem a lingerie. Peças apertadas e tecidos sintéticos podem criar um ambiente propício para irritações ou infecções, como candidíase, tornando o descanso da lingerie uma opção interessante.

No entanto, a prática não é indicada para todas as situações. “A calcinha também protege a vulva do atrito direto com roupas externas, costuras, jeans e superfícies que podem causar microlesões”, explica o especialista. Sem essa barreira, aumenta-se o risco de irritações. Mulheres com histórico de infecções, alergias ou dermatites precisam observar atentamente as reações do corpo. Ardência, coceira ou secreção fora do normal são sinais de que o hábito deve ser repensado ou adotado apenas em momentos específicos.

Simone não é a única a optar pelo conforto. O tema tem ganhado espaço nas redes sociais, especialmente entre mulheres que buscam mais praticidade e bem-estar no dia a dia. Para muitas celebridades, abrir mão da lingerie faz parte de um movimento de autocuidado e autonomia sobre o próprio corpo, evidenciando que escolhas pessoais podem se alinhar com conforto e saúde.

Dr. Cesar reforça que “ficar sem calcinha não é automaticamente prejudicial. Pode ser tranquilo quando há boa higiene, roupas adequadas e atenção aos sinais do corpo”. A recomendação é alternar: permitir que a região respire em momentos oportunos e utilizar peças leves e de algodão no dia a dia.

Afinal, a saúde íntima não tem fórmula única. Existe conforto, cuidado e liberdade de escolha. Como demonstrou Simone, cada mulher sabe exatamente quando a calcinha aperta ou quando é hora de abrir mão dela.