Primeiro são as flores. Ou a ideia do campo de flores como representação da arquitetura através de dezenas de maquetes. Não há um percurso predefinido ou obrigatório. Ainda assim, a sala Jardim impõe-se como espaço natural para o início de uma longa viagem por entre as sensações e perplexidades desencadeadas pelas 91 peças da exposição “Beleza Apesar de Tudo”. É a primeira grande reunião da obra realizada pelos arquitetos Manuel e Francisco Aires Mateus e está organizada em cinco áreas: Jardim, Matéria, Tempo, Lugares e Geografias. Há uma singularidade desafiante, desde logo pelo debate implícito na inevitável ambiguidade da ideia de apresentar arquitetura num museu de arte. Foi um tema de discussão entre os irmãos Aires Mateus, o diretor do Museu de Serralves, Philippe Vergne, e o curador, Nuno Crespo. Não tanto pelo nunca conclusivo debate sobre a aceitação, ou não, da arquitetura enquanto manifestação artística, mas sobre o significado de exibir o trabalho do arquiteto não num museu de arquitetura mas num de arte.

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