O ingresso para o Museu do Louvre ficará mais caro para viajantes de fora da Europa a partir de janeiro de 2026, com preço subindo até 45%.

A partir de 14 de janeiro, um bilhete individual para visitantes de fora do Espaço Econômico Europeu passará a custar 32 euros (cerca de R$ 198). A informação foi confirmada por um porta-voz do Louvre à CNN Internacional. Aqueles que visitarem o museu como parte de um grupo com guia deverão pagar 28 euros (R$ 173) por pessoa.

Os visitantes isentos do aumento devem ser de alguma nacionalidade que faz parte do Espaço Econômico Europeu, que engloba o grupo de países-membros da União Europeia, assim como a Islândia, Liechtenstein e a Noruega. Atualmente, um tíquete individual para a visita no Louvre sai por 22 euros (cerca de R$ 136).

Motivos do aumento

De acordo com o porta-voz ouvido pela CNN Internacional, o aumento faz parte de um plano de modernização para solucionar problemas estruturais do museu. Com a nova cobrança, a expectativa é que o Louvre arrecade entre 15 e 20 milhões de euros a mais, ou seja, entre R$ 93 e R$ 124 milhões ao ano.

O plano de aumentar o valor das entradas para visitantes de fora da Europa havia sido anunciado pela Ministra de Cultura da França, Rachida Dati, no início do ano.

Mona Lisa é uma das obras mais famosas em exposição no Louvre • UnsplashMona Lisa é uma das obras mais famosas em exposição no Louvre • Unsplash

O Louvre é um dos museus mais visitados do mundo, registrando a entrada de 8,7 milhões de pessoas no ano passado, além de ser um dos equipamentos culturais mais pesquisados da internet.

O espaço chegou a fechar as portas no último mês de junho por conta de uma greve de funcionários contra a superlotação. Em outubro, o museu foi alvo de um roubo histórico, em plena luz do dia, quando quatro ladrões entraram na galeria que abriga as Joias da Coroa Francesa, expondo falhas de segurança do local.

Ao longo do ano, uma série de alertas sobre danos às instalações do museu foram comunicadas às autoridades francesas. Entre os problemas apontados estão vazamentos de água, superlotação e variações de temperatura.