
Esporos do musgo Physcomitrium patens suportaram nove meses fora da Estação Espacial Internacional (ISS). Mais de 80% germinaram ao retornar à Terra. Estudo revelou a resistência extrema dessa briófita.
Cientistas japoneses expuseram esporos encapsulados em esporângios ao ambiente espacial real. A exposição durou 283 dias, de março a dezembro de 2022. Radiação ultravioleta (UV) reduziu a taxa de germinação para 86%. Controles no escuro mantiveram 95% a 97% de viabilidade.
Testes em solo simularam condições espaciais. Esporos resistiram a doses de UV-C de até 12 MJ/m². Congelamento a -80°C por 30 dias preservou 80% de germinação. Calor de 55°C por 30 dias manteve 36%. Vácuo e UV no vácuo causaram danos mínimos.
Protonemas e células de cria morreram rápido nessas provas. Esporângios protegeram esporos contra UV, calor e luz intensa. A estrutura atuou como barreira.
Extrapolação sugere sobrevivência de até 15 anos no espaço. Resultados indicam potencial para verdificação planetária. Briófitas como P. patens podem sustentar sistemas de suporte à vida em habitats extraterrestres.
Outras informações em doi.org/10.1016/j.isci.2025.113827