A AD — coligação PSD/CDS mantém 31% das intenções de voto em legislativas e segura o resultado que obteve em Maio, mas está em empate técnico com o PS. É isso que indica uma sondagem do ICS/Iscte para a SIC e o Expresso. O partido de José Luís Carneiro consegue mais 5,17 pontos percentuais face ao resultado das últimas eleições e sobe de 22,83% para 28% (com distribuição de indecisos). Ou seja, fica a uma distância de três pontos percentuais da AD, um resultado que está dentro da margem de erro, de mais ou menos 3,5%.
Isto também significa que o PS ultrapassa o Chega, apesar de o partido registar igualmente uma subida nas intenções de voto, de 22,76% para 24% — 1,4 pontos percentuais. Assim, o partido da oposição com mais deputados na Assembleia da República deveria passar a ser o PS e não o liderado por André Ventura.
À direita, a Iniciativa Liberal (IL) desce cerca de um ponto percentual face aos resultados obtidos em Maio (de 5,36% passa para 4%). O trabalho de campo, que decorreu entre os dias 7 e 17 de Novembro e recolheu 807 entrevistas, aponta ainda uma descida das intenções de voto do Livre: de 4,07% dos votos para 3% nas intenções de voto. A CDU (coligação PCP/PEV) mantém os 3% obtidos e o Bloco de Esquerda (BE) também segura os 2% das últimas legislativas.
Relação entre os candidatos presidenciais
O estudo de opinião relaciona ainda as intenções de voto obtidas pelos partidos e os candidatos presidenciais que apoiam. Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e pelo CDS, e António José Seguro, apoiado pelo PS, estão muito longe dos resultados dos respectivos partidos sem distribuição de indecisos.
Mendes tem 18% enquanto a AD recolhe 25% das intenções de voto. O PS consegue 21% e Seguro fica-se pelos 10%. Também António Filipe, candidato presidencial apoiado pelo PCP, fica abaixo das intenções de voto: tem 2% e o partido está nos 3%.
Já André Ventura obtém a mesma intenção directa de voto do Chega: 19%. Também Catarina Martins, apoiada pelo BE, e João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, conseguem a mesma intenção de voto dos partidos.
Por sua vez, Jorge Pinto, deputado do Livre apoiado pelo partido, não alcança 1% das intenções de voto. O partido recolhe 2% das intenções directas de voto.