
A idade da reforma deverá subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, um aumento de dois meses face ao valor estabelecido para 2026, segundo os cálculos com base nos dados provisórios divulgados pelo INE.
De acordo com a estimativa provisória da esperança média de vida aos 65 anos para o triénio 2023-2025, divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor foi estimado em 20,19 anos, apresentando um aumento de 0,17 anos (2,04 meses) relativamente ao triénio 2022-2024.
Com base nestes dados é possível calcular que em 2027 a idade legal de acesso à reforma será de 66 anos e 11 meses.
Este valor é superior em dois meses ao de 2026, que tinha já subido dois meses em relação a 2025.
Em 2024, a idade de reforma ficou inalterada, nos 66 anos e quatro meses, face a 2023, ano em que se registou um recuo de três meses por comparação com a idade fixada para 2022, algo inédito desde que a idade da reforma passou a estar associada à esperança média de vida.
Tanto a redução de 2023 como a manutenção da idade para 2024 estão associadas ao recuo na esperança média de vida devido à mortalidade associada à pandemia de covid-19 e a sua incidência junto da população mais idosa.
O valor provisório da esperança de vida aos 65 anos, apurado anualmente pelo INE, é divulgado em novembro servindo de referência para efeitos de determinação da idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de Segurança Social e do fator de sustentabilidade a aplicar ao montante estatutário das pensões de velhice do regime geral de Segurança Social.
Trabalhar 46 anos
Portugal será o 5.º país com idade mais avançada para se chegar à reforma, em média, de acordo com as previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
O ECO destaca que, quem começou a trabalhar agora aos 22 anos, vai ter de trabalhar até aos 68 anos para ter direito a uma reforma completa.
Nesse cenário, ou seja, trabalhar a partir dos 22 anos e até aos 68 anos de idade, um português terá direito a mais de 90% do seu salário, quando receber a pensão.
Do mesmo estudo, as contas destacas pelo Expresso revelam assim que, para se ter 92,7% do salário na reforma, terá que se trabalhar durante 46 anos.
São números bem diferentes do que já destacámos aqui, que preveem apenas uma taxa de substituição de 40%.
A taxa de substituição é o rácio entre a pensão e o último salário. Essa taxa em Portugal é de cerca de 80%, agora.
Voltando ao novo estudo, se não trabalhar durante 46 anos, um português sai já penalizado em mais de 17%.